Desemprego na indústria piora pelo 50º mês seguido, diz IBGE
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o emprego industrial teve queda de 7,2%
Economia|Do R7

Os dados do emprego na indústria seguem a trajetória de queda, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em novembro do ano passado, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria caiu 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, 11ª taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 7,3% nesse período.
Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 7,2% e registrou o 50º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. No acumulado para os 11 meses de 2015, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 6,0%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no primeiro semestre do ano (-5,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 5,9% em novembro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).
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Setores
No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 7,2% em novembro de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução em 17 dos 18 ramos pesquisados.
As principais pressões negativas vieram de meios de transporte (-14,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,8%), borracha e plástico (-12,5%), produtos de metal (-11,7%), outros produtos da indústria de transformação (-11%) e máquinas e equipamentos (-10%). O único resultado positivo foi assinalado por refino de petróleo e produção de álcool (0,7%).
No índice acumulado nos 11 meses do ano, o emprego industrial mostrou queda de 6,0%, com taxas negativas em todos os 18 setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes sobre vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,7%), meios de transporte (-11,2%), produtos de metal (-10,7%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%) e máquinas e equipamentos (-8,0%).
Número de horas pagas varia -0,2% em novembro
Em novembro do ano passado, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, nona taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 7,3% nesse período.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 7,7% em novembro de 2015, 30ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.
Observa-se um perfil disseminado de queda, já que todos os 18 ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,7%), meios de transporte (-15,0%), borracha e plástico (-13,6%), produtos de metal (-12,0%), outros produtos da indústria de transformação (-12,0%) e metalurgia básica (-11,5%).
No índice acumulado de janeiro a novembro de 2015, houve recuo de 6,6%, o que intensificou o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-5,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Neste indicador, os 18 setores pesquisados apontaram redução.
Os impactos negativos mais relevantes ocorreram em máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,2%), meios de transporte (-12,3%), produtos de metal (-11%), outros produtos da indústria de transformação (-10,3%) e metalurgia básica (-9,6%).
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -6,4% em outubro para -6,5% em novembro, assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).
Valor da folha de pagamento real cai 2,2% em novembro
Em novembro de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando redução de 7,4% nesse período.
No índice desse mês, verifica-se a influência negativa tanto da indústria de transformação (-1,6%), que permaneceu com taxas negativas pelo 11º mês seguido, como do setor extrativo (-0,4%).
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral assinalou recuo de 1,6% no trimestre encerrado em novembro de 2015 frente ao patamar do mês anterior e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro último.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 10,6%, 18ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica.
Os resultados foram negativos nos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-20,9%), produtos de metal (-16,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,8%), outros produtos da indústria de transformação (-13,3%) e metalurgia básica (-12,9%).
No índice acumulado para os 11 meses de 2015, o valor da folha de pagamento real da indústria assinalou redução de 7,5%, ritmo de queda mais elevado do que o observado no primeiro semestre do ano (-6,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.
As taxas foram negativas nas 18 atividades pesquisadas. As principais pressões ocorreram pelas quedas vindas de meios de transporte (-12,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,5%), produtos de metal (-11,9%) e metalurgia básica (-10,8%).
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 7,1% em novembro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).















