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Disputa entre Argentina e os fundos abutre terá nova audiência em 3 de março

Juiz dos EUA havia decidido que Argentina deveria pagar os fundos especuladores

Economia|Do R7

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Ministro de Economia da Argentina, Axel Kicillof, voltou a descartar mudanças na posição do governo do País vizinho
Ministro de Economia da Argentina, Axel Kicillof, voltou a descartar mudanças na posição do governo do País vizinho

O juiz americano Thomas Griesa, responsável pela disputa entre a Argentina e os fundos especuladores sobre o pagamento dos títulos da dívida do país não renegociados, anunciou nesta terça-feira (6) que a próxima audiência no litígio acontecerá em 3 de março em Nova York.

Griesa abriu um prazo de apresentação de documentação para as partes e para a não-parte Citibank até 16 de fevereiro. A audiência, convocada para às 14h (local), será a primeira após o vencimento da cláusula RUFO, que permitia que os credores de dívida reestruturada exigir receber nas mesmas condições pedidas pelos chamados "fundos abutre" e usada pela Argentina como principal argumento para o não pagamento dos credores não renegociados.


A cláusula RUFO caducou em 31 de dezembro de 2014 e, a princípio, desbloqueia as negociações entre os litigantes (liderados pelos fundos NML Capital e Aurelius) e a Argentina.

Griesa decidiu ano passado que a Argentina está obrigada a pagar os fundos especuladores, em somente uma parcela de US$ 1,33 bilhão mais juros, pelos títulos de bônus em moratória desde 2001 que não aceitaram participar das reestruturações negociadas pelo governo argentino em 2005 e 2010.


No entanto, nos últimos dias, a presidente argentina, Cristina Kirchner, insistiu que não negociará a qualquer custo e que tudo dependerá de quanto os querelantes estiverem dispostos a ceder.

Ontem o ministro de Economia da Argentina, Axel Kicillof, voltou a descartar mudanças na posição do governo no litígio e defendeu a recusa argentina de cumprir a sentença de Griesa.

"São os fundos abutre e o julgamento de (Thomas) Griesa os que têm que dar um passo para sair da escuridão e passar à luz", declarou Kicillof ao jornal "Âmbito Financiero".

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