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Dólar à vista fecha em queda de 0,80%, a R$ 5,36 na venda

Queda reflete correção da disparada na cotação de sexta (25) e expectativa sobre PIB dos EUA, mesmo com indefinição sobre PEC

Economia|Do R7, com Reuters

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O dólar à vista caiu 0,80% nesta segunda (28), e fechou o dia cotado a R$ 5,3645 na venda
O dólar à vista caiu 0,80% nesta segunda (28), e fechou o dia cotado a R$ 5,3645 na venda

O dólar caiu acentuadamente frente ao real nesta segunda-feira (28), com investidores citando movimento de correção após salto recente, apesar da permanência de indefinições sobre os gastos extra-teto pretendidos pelo governo eleito e sobre quem será o próximo ministro da Fazenda do Brasil.

A moeda norte-americana à vista perdeu 0,80%, cotada a R$ 5,3645 na venda.

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Na sexta-feira (25), a moeda americana à vista saltou 1,84%, e fechou o dia cotada a R$ 5,4079, em sua maior valorização percentual diária desde o último dia 10 (+4,10%). Também foi o patamar de encerramento mais alto desde 22 de julho passado (R$ 5,4976). 

Há uma semana, na segunda-feira (21), o dólar à vista fechou em queda de 1,18%, a R$ 5,3115 na venda. Foi a maior desvalorização percentual diária desde o último dia 11 (-1,24%), e o patamar de encerramento mais baixo depois de sete dias (R$ 5,3026).

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Análise

Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, a queda desta segunda reflete, principalmente, uma correção em relação à disparada recente do dólar, que na sessão de sexta-feira marcou um terceiro ganho semanal consecutivo e o patamar de encerramento mais alto em quatro meses.

"É um pouco de correção, e investidores em compasso de espera antes da agenda dos Estados Unidos desta semana", disse, citando a expectativa pelos dados do PIB (Produto Interno Bruto) e de emprego norte-americanos.

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Enquanto isso, no Brasil, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajou a Brasília para discutir a PEC da Transição. Ele foi acompanhado de Fernando Haddad, cotado para assumir o Ministério da Fazenda, no momento em que cresce a expectativa sobre o anúncio dos integrantes da equipe econômica definitiva.

Embora o tema fiscal continuasse sendo motivo de ansiedade e tenha sido o principal motor da disparada recente do dólar para acima de R$ 5,40, alguns agentes financeiros notavam possível retorno de interesse de investidores no Brasil.

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"Curiosamente, as entradas alavancadas de dinheiro estão voltando ao Brasil, após saídas iniciais impulsionadas pelo debate em torno da flexibilização fiscal e da escolha da equipe econômica", disse o Citi em relatório nesta segunda-feira, citando dados próprios.

"Os clientes alavancados parecem estar dispostos a se engajar novamente antes mesmo de haver uma clareza em torno de ambas as questões. Isso pode sugerir que os clientes acham que o pior caso já está, na maior parte, precificado."

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O "pior caso" para a maior parte dos investidores parece ser a aprovação da PEC da Transição sem alterações em relação ao desenho inicial, que prevê quase R$ 200 bilhões em gastos extra-teto por tempo indeterminado, e a indicação de Haddad à Fazenda.

No entanto, "parece ser consenso que o montante inicialmente proposto pela equipe de transição deve ser diminuído no novo acordo, assim como o prazo de excepcionalidade para as despesas", disse a Levante Investimentos, em nota a clientes. Por outro lado, a instituição vê Haddad como o favorito para chefiar a pasta econômica do governo eleito.

A queda do dólar nesta segunda-feira veio apesar do ambiente externo cauteloso, em meio a raros protestos acontecendo na China contra a política de Covid-zero imposta pelo governo de Xi Jinping.

O jogo da seleção brasileira de futebol contra a Suíça na Copa do Mundo, mais cedo nesta segunda, pode ter afetado os volumes de negociação da sessão, disseram alguns agentes do mercado, embora outros tenham ponderado que talvez o retorno do horário comercial normal nos EUA, após o feriado do Dia de Ação de Graças, tenha compensado os efeitos da partida na liquidez. 

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