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Dólar abre a semana em queda e volta ao patamar R$ 3,15

Baixa de 0,39% na moeda norte-americana foi guiada pelo fluxo de recursos

Economia|Do R7

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Dólar marcou R$ 3,17 na máxima do dia
Dólar marcou R$ 3,17 na máxima do dia

O dólar não sustentou a alta do início dos negócios e terminou a segunda-feira (2) em queda e de volta ao nível de R$ 3,15, com algum fluxo de recursos deixando o cenário externo no segundo plano.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,39%, a R$ 3,1552 na venda, depois de bater a mínima de R$ 3,1516. Na máxima, atingiu R$ 3,1787. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,3%.


"Vimos fluxo exportador e financeiro e isso acabou descolando o dólar daqui do exterior", resumiu um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

Dessa forma, o cenário externo, que pressionou a moeda para cima em parte da manhã, acabou em segundo plano. Lá fora, predominava alguma cautela depois de a violenta votação pela independência na Catalunha alimentar a ansiedade sobre o risco político na zona do euro.


"O mercado monitora várias coisas: as chances maiores de alta de juros nos EUA..., o recuo do euro e a cena política local", resumiu mais cedo o sócio da Onnix Corretora, Vanderlei Muniz.

Nesta sessão, o euro recuava frente ao dólar, perto do seu nível mais baixo em seis semanas. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, está enfrentando a maior crise constitucional do país em décadas após o referendo realizado na Catalunha no domingo abrir as portas para a região mais rica da Espanha decretar separação.


O futuro da política monetária dos Estados Unidos também era monitorado pelos investidores, com o dólar subindo ante uma cesta de moedas.

O mercado vem trabalhando com a perspectiva de que o Fed possa elevar novamente os juros neste ano, possivelmente em dezembro, mesmo que a inflação não atinja a meta de 2%, como já indicou a chair do banco central, Janet Yellen.


Internamente, os investidores seguiam de olho nas negociações para barrar o andamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.

O cenário político teve reforço da pesquisa Datafolha, que no final de semana mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente da disputa para as eleições à Presidência em 2018.

O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção para o mercado de câmbio. Não há vencimentos de swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares — em novembro.

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