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Dólar amplia queda e vai abaixo de R$ 3,90, com China, petróleo e por cena política

A moeda dos EUA chegou a atingir R$ 3,8884, menor nível desde 5 de fevereiro (R$ 3,8601)

Economia|Do R7

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Às 13h45, o dólar recuava 1,14%, a R$ 3,8961 na venda
Às 13h45, o dólar recuava 1,14%, a R$ 3,8961 na venda

O dólar ampliou a queda para mais de 1% e voltou abaixo de R$ 3,90 nesta quarta-feira (2), influenciado por expectativas de estímulos econômicos na China, pela alta dos preços do petróleo e pelo noticiário político local.

Às 13h45, o dólar recuava 1,14%, a R$ 3,8961 na venda. A moeda norte-americana chegou a atingir R$ 3,8884, menor nível desde 5 de fevereiro (R$ 3,8601). No pregão passado, a moeda norte-americana caiu 1,56% e terminou no menor nível em três semanas.


O dólar futuro, que havia ampliado o recuo após o fechamento do mercado à vista na terça-feira, caía cerca de 0,8%.

"A sensação que eu tenho é que o mercado está lentamente percebendo que aquele período de pressão forte ficou para trás e está desmontando as posições compradas", disse o operador Marcos Trabbold, da corretora B&T.


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O corte na taxa de compulsório da China na segunda-feira vem alimentando a demanda por ativos de risco nos mercados globais, mesmo diante da leva de dados fracos e após a Moody's piorar sua perspectiva para a nota de crédito do país.

O bom humor ganhou um pouco mais de força por volta do horário do almoço, quando os preços do petróleo voltaram a subir em meio a expectativas de congelamento da produção global.


No mercado brasileiro, fatores políticos também deram força ao recuo da moeda norte-americana. O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da empreiteira OAS decidiu fazer acordo de delação premiada, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, o empresário deve relatar casos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dar informações sobre o pagamento de dívidas de campanha da presidente Dilma Rousseff de 2010 para a agência Pepper.

Alguns operadores vêm vendendo dólares, apostando que teria crescido a chance de mudança no governo via impeachment de Dilma, algo que acreditam ser positivo. Outros investidores, porém, entendem que as incertezas geram um quadro desfavorável ao ajuste macroeconômico.

"No fundo, o noticiário político é o que dá o tom. O mercado está muito sensível, tem muito boato, muito rumor", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Nesta manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em abril, vendendo a oferta total de 9,6 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 936 milhões de dólares, ou cerca de 9 por cento do lote total, que equivale a 10,092 bilhões de dólares.

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