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Dólar avança e volta a valer R$ 4

Alta de 0,93% da moeda dos EUA foi causada pelas incerteza políticas e econômicas do País

Economia|Do R7

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Na mínima da sessão, a moeda atingiu R$ 3,9378
Na mínima da sessão, a moeda atingiu R$ 3,9378

O dólar fechou com alta de cerca de 1% e voltou a R$ 4 nesta quinta-feira (1º), com investidores adotando posturas mais defensivas em meio às incertezas políticas e econômicas do País.

O dólar avançou 0,93%, a R$ 4,0024 na venda. Na mínima da sessão, atingiu R$ 3,9378 e, na máxima, foi a R$ 4,0210.


Na véspera, a moeda norte-americana recuou mais de 2%, reagindo a esperanças de menos tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso, mas ainda marcou em setembro a terceira alta mensal consecutiva.

"O mercado aqui está muito sensível a qualquer pressão de alta", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.


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Ele ressaltou que as recentes turbulências financeiras levaram investidores a reduzirem suas posições no mercado, o que acentua a volatilidade do mercado. "Qualquer lote faz preço", resumiu.

O nervosismo nesta sessão foi corroborado pela notícia de que o Congresso adiou para a próxima terça-feira a análise dos vetos presidenciais, que têm impacto sobre o reequilíbrio das contas públicas. Os atritos entre o Legislativo e o Executivo têm deixado o mercado nervoso, principalmente em meio aos esforços da oposição pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.


O BC reagiu às turbulências recentes reforçando sua intervenção no câmbio com leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, conhecidos como leilões de linha, e de novos swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares. Neste pregão e no da véspera, no entanto, não fez nenhum leilão de linha.

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Nesta sessão, deu início à rolagem dos swaps que vencem em outubro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos. Isso representa 5% dos contratos que vencem em novembro, que correspondem a US$ 10,278 bilhões.

Se mantiver esse montante e vender sempre a oferta total, realizando leilões até o penúltimo pregão de outubro, a autoridade monetária vai rolar integralmente o lote do mês que vem, como fez nos últimos dois meses.

"O BC demonstrou que está monitorando o mercado. Isso dá alguma segurança, mas não resolve todos os problemas políticos e econômicos", disse o operador de uma corretora nacional.

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