Dólar avança quase 1% e fecha o primeiro pregão da semana cotado a R$ 3,27
Alta de 0,9% da moeda norte-americana foi puxada por cenário externo e atuação do BC
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta de quase 1% frente ao real nesta segunda-feira (1º), diante de dados mostrando forte impacto econômico da opção britânica por deixar a União Europeia e após o BC (Banco Central) retomar as intervenções no câmbio de forma mais contundente.
A moeda norte-americana avançou 0,9%, a R$ 3,2720 na venda. A moeda norte-americana fechou em queda de 1,63% na última sexta-feira, no menor nível desde o início de julho. O dólar futuro também subia cerca de 0,9% no fim da tarde.
"É um dia ruim para ativos emergentes e a volta do BC ao mercado serve de argumento para comprar dólar", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.
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O dólar avançava em relação às principais moedas emergentes e ligadas a commodities nesta sessão após a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrar que a indústria na Grã-Bretanha encolheu no maior ritmo em mais de três anos em julho.
Os números se somaram a outros dados recentes apontando fraqueza nas perspectivas econômicas britânicas, reacendendo preocupações com as consequências econômicas do chamado "Brexit". Muitos investidores haviam deixado de lado esses temores diante de expectativas de novos estímulos globais.
A moeda norte-americana subiu mais no mercado brasileiro do que em seus pares, reagindo também à venda de 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, pelo BC.
A autoridade monetária retomou a ferramenta após deixá-la de lado na sexta-feira, mantendo a estratégia de reduzir seu estoque de swaps tradicionais, correspondentes a venda futura de dólares. No pregão passado, o BC apenas fez um leilão de venda de dólares com compromisso de recompra para rolagem de contratos já existentes.
"Parece que o 'modus operandi' do BC vai ser fazer leilão de 10 mil swaps em todos os dias exceto o último pregão do mês", disse o operador de um banco internacional, sob condição de anonimato.
No cenário local, investidores continuaram à espera de medidas que a equipe do presidente interino Michel Temer pretende adotar para controlar o crescimento dos gastos. Em especial, buscavam novas pistas sobre como será a proposta de reforma da Previdência Social e quais os planos do governo para garantir sua aprovação no Congresso Nacional.
O mercado também monitorava a volta dos trabalhos no Congresso, cuja pauta nesta semana inclui a renegociação das dívida dos Estados.
"O mês passado foi muito tranquilo em termos de política em comparação com o começo do ano graças ao recesso parlamentar. Agora, espero que o noticiário volte a esquentar", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.













