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Dólar cai a R$ 3,23, mas acumula alta de 1% na semana

Queda de 0,15% da moeda norte-americana foi puxada por movimento de realização de lucros

Economia|Do R7

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Dólar variou entre 3,21 e R$ 3,26 na sessão desta sexta-feira
Dólar variou entre 3,21 e R$ 3,26 na sessão desta sexta-feira

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (4), em movimento de realização de lucros, após ter passado boa parte do pregão em alta com expectativas de que os juros nos Estados Unidos subirão em breve e cautela com as eleições na maior economia do mundo.

No dia, a moeda norte-americana recuou 0,15%, a R$ 3,2311 na venda, depois de bater R$ 3,2171 na mínima do dia e R$ 3,2643 na máxima, pela manhã. O dólar futuro caía cerca de 0,6% no final desta tarde. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,08% sobre o real, segunda semana seguida de valorização.


O dólar atingiu o nível de R$ 3,10 no último dia 25 de outubro, em função do forte ingresso de recursos com a regularização de ativos brasileiros no exterior. De lá para cá, subiu até R$ 3,24 no dia 1º de novembro, em boa medida com a perda de fôlego de Hillary Clinton na campanha eleitoral norte-americana.

"A volatilidade é natural com tantas incertezas na cabeça dos investidores. E houve quem aproveitou as cotações em alta para vender dólares no mercado", comentou operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, para quem a volatilidade deve continuar até as eleições nos Estados Unidos, marcadas para o próximo dia 8.


A corrida pela Casa Branca se acirrou significativamente na última semana, à medida que diversos Estados decisivos que o republicano Donald Trump precisa ganhar deixaram de apoiar claramente a democrata Hillary, de acordo com pesquisa do projeto Estados da Nação, da Reuters/Ipsos. Outro levantamento divulgado mais cedo mostrou que Hillary liderava a disputa por três pontos percentuais, segundo pesquisa Washington Post-ABC.

Pela manhã, o dólar também se manteve em alta após números sólidos do mercado de trabalho norte-americano terem ratificado as apostas de alta de juros em breve na maior economia do mundo. "Os números mostraram força do mercado de trabalho [nos EUA] e o Fed tem mais um fator a favor da alta dos juros em dezembro", comentou pela manhã um gestor de um banco doméstico.


Os empregadores dos Estados Unidos mantiveram o ritmo forte de contratações em outubro e elevaram os salários dos trabalhadores. A criação de vagas fora setor agrícola atingiu 161 mil no mês passado, e os dados de agosto e setembro foram melhorados. Com isso, os mercados financeiros nos Estados Unidos reforçaram as apostas de juros mais elevados em breve, com apostas de 70%.

Ao elevar os juros, o Fed aumenta a atratividade do país e pode levar investidores a retirarem recursos de países emergentes como o Brasil, o que pressionaria o câmbio local.

Durante a sessão desta sexta-feira, o Banco Central vendeu nesta manhã o lote integral de até 5.000 contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

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