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Dólar cai ante real pelo segundo dia e volta a R$ 2,27 

Moeda norte-americana fechou semana em queda; atuação do Banco Central ajudou resultado

Economia|Do R7

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O dólar recuou ante o real pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira (9) e fechou a semana em queda, após o BC (Banco Central) atuar no mercado para afastar a moeda do patamar de R$ 2,30, que analistas consideram prejudicial à inflação.

A moeda dos Estados Unidos perdeu 0,56%, para R$ 2,2740 na venda. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,61%.


O volume de negociações continuou reduzido. Nesta sessão, ficou em 1,31 bilhão de dólares, abaixo da média diária de julho, de US$ 1,7 bilhão. O economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos, disse que a atuação do Banco Central foi decisiva para o resultado.

— Lá fora as notícias vieram boas, mas o que mais influenciou a moeda foi a questão de o BC já ter entrado no mercado ontem e ter voltado a entrar hoje. Na cabeça de certas pessoas isso denota uma mudança de postura do BC. Agora, as pessoas estão com um certo medo de ele atuar mais pesadamente.


A divisa dos EUA abriu em queda por conta de fortes dados econômicos da China e na expectativa de atuação do BC, já que a autoridade monetária havia realizado pesquisa de demanda de swap cambial tradicional após o fechamento do pregão de quinta-feira.

O leilão acabou se concretizando justamente quando a queda perdia fôlego e a cotação se aproximava da estabilidade. Como havia demanda, o BC vendeu todos os 20 mil contratos de swap cambial tradicional — equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Os papeis têm início para 12 de agosto de 2013 e vencimento em 2 de janeiro de 2014. E o volume financeiro foi de US$ 993,9 milhões.


O economista-chefe da Gradual Investimento, André Perfeito, também abordou a atuação do BC.

— O BC aproveitou o movimento (de queda) para alcançar seu objetivo. O BC quer fazer um movimento agora (...) para desvalorizar o dólar.


Novos sinais de recuperação econômica da China fizeram o dólar perder fôlego logo na abertura, levando investidores a aumentar apetite por risco, segundo o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca.

— A realidade melhor em relação a China foi o melhor aspecto que aconteceu nesta semana.

A produção industrial da China cresceu 9,7% em julho ante o ano anterior, o ritmo mais rápido de crescimento desde o início do ano, ampliando o volume de dados que sugere que a segunda maior economia do mundo pode estar se estabilizando após mais de dois anos de desaceleração do crescimento.

O novo cenário da economia chinesa também fazia com que o dólar se desvalorizasse em relação a outras moedas de países exportadores de commodities como o dólar australiano que estava em alta de cerca de 1% em relação à divisa dos EUA.

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