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Dólar cai após agência retirar selo de bom pagador do Brasil e vale R$ 3,95

Queda de 0,15% da moeda norte-americana foi puxada pela alta dos preços do petróleo

Economia|Do R7

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Na máxima da sessão, dólar chegou a bater os R$ 4
Na máxima da sessão, dólar chegou a bater os R$ 4

O dólar fechou em queda frente ao real nesta quarta-feira (24), refletindo a recuperação do apetite por risco nos mercados globais com a alta dos preços do petróleo, apesar da decisão da Moody's de rebaixar o Brasil a grau especulativo.

O dólar recuou 0,15%, a R$ 3,9568 na venda, após atingir R$ 4,0090 na máxima da sessão. O dólar futuro operava perto da estabilidade.


"A alta do petróleo acabou se sobrepondo ao pessimismo com a Moody's", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Após recuar pela manhã, os preços do petróleo voltaram a subir à tarde após a divulgação de que os estoques de gasolina nos Estados Unidos recuaram mais que o esperado. A volatilidade nos preços do petróleo tem sido um dos principais fatores que tem pressionado o humor global neste início de ano, deprimindo a demanda por ativos de maior risco, como o real.


Mais cedo, o dólar chegou a subir com força, após a Moody's rebaixar a nota do Brasil para "Ba2", ante "Baa3", citando o ambiente econômico e político desfavorável do País. A agência também atribuiu perspectiva negativa à nota.

A Moody's era a única das três principais agências de risco que ainda classificava o Brasil como grau de investimento.


"O mercado esperava um corte (no rating), era questão de tempo", disse o operador da corretora Renascença Thiago Castellan Castro, ressaltando ter se surpreendido com o rebaixamento de dois degraus. "Vai demorar para recuperarmos o grau de investimento".

Na semana passada, a S&P rebaixou o Brasil pela segunda vez em menos de seis meses, para o segundo degrau abaixo do grau de investimento, com perspectiva negativa. A Fitch classifica o país apenas um degrau abaixo do grau de investimento, também com perspectiva negativa.

Nesta manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 8,705 bilhões, ou cerca de 86% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões. 

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