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Dólar cai de novo e fecha a quarta-feira abaixo de R$ 3,15

Queda de 0,19% da moeda norte-americana foi influenciada por cena política calma

Economia|Do R7

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Na mínima do dia, o dólar marcou R$ 3,145
Na mínima do dia, o dólar marcou R$ 3,145

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, já abaixo do patamar de 3,15 reais, influenciado pela expectativa de ingresso de recursos externos e ainda em meio ao ambiente político doméstico mais calmo.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,19%, a R$ 3,1493 na venda, já acumulando no mês queda de 4,94%. Na mínima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,1450. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,25% no final da tarde.

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O ambiente político mais tranquilo com o recesso parlamentar dá uma trégua para os investidores, que também percebiam certo alívio nas relações entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após jantar entre os dois na véspera, em meio à polêmica sobre tentativas de ambos cooptarem deputados da bancada do PSB para seus respectivos partidos.

Temer enfrenta denúncia por crime de corrupção passiva, cujo andamento terá de receber o aval da Câmara. O mercado continua apostando que, com ou sem o presidente, a agenda de reformas deverá prosseguir, uma vez que a atual equipe econômica poderia continuar mesmo com outro assumindo a Presidência do País. Na linha sucessória, está Maia.

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Mesmo sem condições políticas de tocar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados antes de resolver a crise causada pela denúncia contra Temer, o Palácio do Planalto decidiu investir na reforma tributária, que não exige mudanças constitucionais e tem potencial para criar boas notícias para o governo mais rapidamente.

No exterior, os mercados também deram suporte para o clima mais positivo para moedas de países emergentes, com apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve elevar tanto os juros da maior economia do mundo, movimento que aumentaria o potencial para atrair recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.

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Além disso, os investidores estavam à espera das reuniões de política monetária do Banco do Japão e do BCE (Banco Central Europeu), no dia seguinte.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8.300 swaps cambiais tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Com isso, já rolou US$ 3,320 bilhões do total de US$ 6,181 bilhões que vence no mês que vem.

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