Dólar cai e fecha a R$ 4,77; Ibovespa fica acima de 120 mil pontos
Com alta de 1,83%, índice de referência do mercado acionário brasileiro assegurou aumento de 2,6% na semana
Economia|Do R7

O dólar à vista fechou esta sexta-feira (21) em queda em relação ao real, em meio a um movimento de venda da moeda americana por exportadores e a um fluxo de recursos. Já no exterior, a divisa dos EUA se mantinha em alta ante a maior parte das demais.
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,7797 na venda, com baixa de 0,45%. Na semana, a moeda americana acumulou queda de 0,33%.
Na B3, às 17h15 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,46%, indo a R$ 4,7855.
Já o Ibovespa fechou em alta, acima dos 120 mil pontos pela primeira vez no mês, em uma sessão marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e pelo desempenho robusto principalmente de papéis cíclicos domésticos, como as aéreas Azul e Gol.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,83%, a 120.248,23 pontos, segundo dados preliminares, tendo chegado a 120.372,77 pontos na máxima do dia. Com tal desempenho, assegurou um ganho de 2,16% na semana, ampliando o avanço no mês para 1,8%.
O volume financeiro, influenciado pelo exercício de opções, alcançou 20,8 bilhões de reais.
Sinal positivo
No início do dia, às 9h01, o dólar à vista chegou a marcar a máxima de 4,8261 reais (+0,51%), dando continuidade ao movimento da véspera e mantendo-se em sintonia com o exterior, onde o sinal também era positivo.
Com a moeda na faixa dos R$ 4,82, no entanto, exportadores aproveitaram para vender divisas, o que pesou sobre as cotações. Além disso, conforme um profissional ouvido pela Reuters, investidores estrangeiros internalizaram recursos, o que reforçou o viés negativo para a moeda americana.
Às 10h57, o dólar à vista marcou a mínima de R$ 4,7599 (-0,87%).
“O Brasil ainda mantém um carrego elevado de juros, que tende a manter o fluxo positivo de dólares. Temos visto uma boa entrada de fluxo investidor estrangeiro há alguns dias, porque o carrego do real ainda é muito bom”, comentou Luiz Felipe Bazzo, CEO do Transferbank.
“Enquanto o juro do Brasil não estiver em baixa, enquanto a Selic não estiver em um dígito, o que não deve acontecer tão cedo, tem uma janela boa para ficar apostado em real, e a cabeça do estrangeiro é essa”, acrescentou.
A sexta-feira foi de agenda esvaziada no exterior e no Brasil, o que deixou os mercados sem fatos novos com que operar. Por aqui, o Ministério do Planejamento e Orçamento e o Ministério da Fazenda divulgaram o relatório bimestral de receitas e despesas, com as novas projeções para a área fiscal em 2023.
O governo passou a projetar déficit primário de R$ 145,4 bilhões para este ano, o equivalente a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto), resultado pior que os R$ 136,2 bilhões de rombo previstos em maio.
Apesar do resultado, o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, afirmou, durante uma entrevista coletiva sobre os números, que a meta fiscal autorizada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2023 é de um déficit de 238 bilhões de reais e que o governo se mantém abaixo dela.
Os números não fizeram preço no mercado de câmbio.
No exterior, no fim da tarde o dólar se mantinha em alta ante as moedas fortes e em relação à maior parte das divisas de países exportadores de commodities ou emergentes. O real brasileiro era uma exceção.












