Dólar cai e vai a R$ 3,05 com nova repatriação
Aprovação da regularização de recursos brasileiros no exterior deve trazer moeda ao País
Economia|Do R7

O dólar mantinha nesta quinta-feira (16) a trajetória de queda ante o real das últimas duas sessões, influenciado pela aprovação da nova rodada de regularização de recursos brasileiros no exterior, o que deve reforçar a expectativa de fluxo positivo ao País.
Às 10h40, o dólar recuava 0,47%, a R$ 3,0526 na venda, depois de caído 1% na véspera. No acumulado dos dois pregões anteriores, o dólar caiu 1,39%.
Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,0460, menor patamar intradia desde de 18 de junho de 2015 (R$ 3,0292). O dólar futuro perdia cerca de 0,20% nesta manhã.
"O Brasil segue surfando numa onda favorável. O dólar ganhou mais um reforço para sua trajetória de baixa com a aprovação da repatriação, mas a queda a partir de agora, com esse patamar, deve ser mais contida", comentou um profissional sênior da mesa de câmbio de uma corretora nacional.
Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto para nova rodada de regularização de ativos mantidos ilegalmente no exterior, a chamada repatriação, programa que rendeu mais de R$ 45 bilhões ao governo no ano passado. Para essa nova fase, existem expectativas de que mais R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões possam ser levantados.
A matéria, no entanto, volta agora ao Senado, por conta das modificações feitas, já que o projeto original é daquela Casa.
Ao longo do último mês, o dólar testou várias vezes o nível de R$ 3,10 até conseguir rompê-lo. O atual nível, em torno de R$ 3,05 , era indicado por alguns profissionais com novo piso informal do mercado.
"O dólar já caiu bastante e, neste patamar, falta um pouco de fôlego para ir além. Mesmo com a perspectiva de nova repatriação, os volumes não devem ser tão robustos quanto na primeira edição", avaliou a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.
O Banco Central fará novamente nesta sessão leilão de até 6 mil swaps tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares--, reforçando a sinalização de que quer rolar apenas parcialmente o vencimento de quase 7 bilhões de contratos em março.
Alguns profissionais acreditam que uma forma de o BC conter um pouco o movimento de recuo do dólar ante o real é repetindo nos próximos meses a redução da rolagem de swaps tradicionais.
"O mercado não acreditava que o BC iria rolar alguma coisa esse mês e, quando anunciou, acabou tendo viés de baixa na moeda. Mas com o dólar nesses preços, ele pode ir diminuindo sua posição em swap", acrescentou Miriam.
No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas após onze dias de ganhos consecutivos, e tinha leve recuo ante divisas de emergentes, como o peso chileno.















