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Dólar cai mais de 1% e encerra a semana cotado a R$ 2,63

Com o resultado, a moeda norte-americana registrou queda de 1,99% nos últimos 5 dias

Economia|Do R7

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Moeda chegou a bater R$ 2,67 nesta sexta-feira
Moeda chegou a bater R$ 2,67 nesta sexta-feira

dólar fechou em queda de mais de 1% ante o real pelo segundo dia seguido nesta sexta-feira (9), após a inesperada queda dos salários nos Estados Unidos em dezembro reforçar apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai ser "paciente" para elevar os juros.

A moeda norte-americana recuou 1,25%, a R$ 2,6390 na venda, após atingir R$ 2,6270 na mínima da sessão. Com isso, a divisa fechou a semana em queda de 1,99%.


Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2 bilhões.

"Está claro que o mercado não precisa se preocupar com a alta dos juros [nos EUA] por pelo menos alguns meses", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.


Apesar de a criação de postos de emprego nos EUA ter superado as expectativas de analistas em dezembro, os salários surpreendentemente recuaram no período. O número reforçou a perspectiva de que o Fed pretende ser "paciente" ao elevar os juros, como prometeu em seu último comunicado de política monetária.

O banco central norte-americano tem mantido a taxa básica de juros perto de zero desde dezembro de 2008. E, ao elevar as taxas, poderia atrair recursos para os EUA que hoje estão em outros mercados, como o brasileiro, afetando o fluxo cambial.


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Essa percepção foi reforçada por declarações do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, que reiterou que a inflação está muito baixa e que a alta dos juros deveria acontecer só no ano que vem. Segundo ele, o Fed teria de ver os salários crescerem mais para cumprir sua meta de inflação.


"A grande pergunta agora é se os números de emprego são bons o suficiente para o Fed ou não. Ouvindo Evans falar, eu diria que não", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

Mas outros integrantes do banco central norte-americano se mostraram menos negativos. O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, minimizou a queda dos salários como "possivelmente ruído", mas afirmou que os números sobre emprego não são suficientes para adiantar o aperto monetário.

Investidores também seguiram atentos às perspectivas para a política fiscal brasileira, porque querem ver mais medidas concretas que garantam o cumprimento da meta de superávit primário equivalente a 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

As medidas adotadas até agora pelo governo têm agradado os mercados, que vinham criticando a condução da política fiscal em meio ao quadro de inflação alta e crescimento baixo. Mas operadores consideravam a meta fiscal difícil.

"É um número [meta de primário] razoavelmente austero. [O governo] vai precisar ter sangue frio", disse uma operadora de um banco internacional, destacando que o ajuste fiscal deve pressionar ainda mais a atividade econômica.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 2.000 swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 1.000 contratos para 1º de setembro e 1.000 para 1º de dezembro, com volume correspondente a US$ 98,4 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de fevereiro, equivalentes a US$ 10,405 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 28% do lote total.

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