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Dólar cai, mas segue acima de R$ 3,80, após BC tentar conter alta da moeda

A moeda norte-americana caiu 1,07% e fechou o 1º pregão da semana cotada a R$ 3,81

Economia|Do R7

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Na mínima do dia, a moeda norte-americana perdeu 2,10%, a R$ 3,7793
Na mínima do dia, a moeda norte-americana perdeu 2,10%, a R$ 3,7793

O dólar fechou em queda de 1% sobre o real nesta terça-feira, após o BC (Banco Central) aumentar sua intervenção no câmbio e em meio ao renovado apetite por risco nos mercados externos diante do avanço das bolsas chinesas.

O dólar recuou 1,07%, a R$ 3,8190 na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana perdeu 2,10%, a R$ 3,7793.


Na sessão passada, a divisa dos Estados Unidos havia avançado 2,68% e renovado a máxima em treze anos.

"O alívio do mercado hoje vem por causa dos leilões de linha do BC e dos mercados externos, com a alta da bolsa da China. Mas a tendência, no curto prazo, ainda é de alta [do dólar]", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.


O BC ofertou até US$ 3 bilhões em dois leilões, com datas de recompra do leilão "A" em 4 de novembro de 2015 e do leilão "B" em 2 de dezembro de 2015. As taxas de recompra dessas operações ficaram em R$ 3,870071 e R$ 3,908000, respectivamente.

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Na segunda-feira da semana passada, o BC já havia realizado um leilão de linha, com oferta de até US$ 2,4 bilhões, e não havia mais anunciado outro até então.


Além disso, nesta manhã, o BC deu continuidade aos leilões de swaps cambiais para rolagem vendendo a oferta total de até 9.450 contratos, que equivalem à venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence em outubro. Ao todo, o instituição já rolou o correspondente a US$ 2,278 bilhões, ou cerca de 24% do total de US$ 9,458 bilhões e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote até o fim deste mês.

O reforço na intervenção do BC vem em meio à escalada da moeda norte-americana diante de preocupações com a deterioração das contas públicas do Brasil, que poderia provocar a perda do selo de bom pagador do País, e com a desaceleração da economia chinesa. Nesta sessão, contudo, as bolsas chinesas subiram quase 3%, trazendo de volta a demanda por ativos de maior risco, como aqueles denominados em reais.

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Na semana passada, a Nomura Securities e o banco JPMorgan elevaram suas projeções para a moeda norte-americana, prevendo que encerrará o ano a R$ 4 e R$ 4,10, respectivamente. As projeções anteriores eram de R$ 3,40 e R$ 3,55.

Nesse contexto, o dólar não conseguiu se sustentar nas mínimas desta sessão, com operadores adotando cautela em meio à percepção de que o câmbio deve voltar a ser pressionado em breve. "O cenário interno está muito complicado. [O movimento desta sessão] é um respiro, não é o fim de todos os problemas", disse o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca.

Cotações mais altas tendem a pressionar a inflação ao encarecer importados. De maneira geral, por outro lado, operadores avaliaram que o BC quer diminuir o ritmo do avanço do dólar frente ao real, e não impedi-lo, movimento que entendem como inevitável.

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