Dólar cai na abertura após EUA iniciar redução de estímulos
No cenário externo, moeda norte-americana sobe ante algumas moedas emergentes
Economia|Do R7

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (30) pressionado por um movimento de realização de lucro após as altas recentes e em meio à guerra para a formação da taxa Ptax de fim de mês, que será definida amanhã. O anúncio do Banco Central de que fará nesta sexta-feira (31) a rolagem de um leilão de linha também colabora para esse movimento. No pano de fundo, estão as repercussões da decisão do Federal Reserve e da atividade industrial em queda na China.
Por volta das 9h50 o dólar à vista no balcão caía 0,41%, a R$ 2,4260. No mercado futuro, o dólar para fevereiro recuava 0,53%, a R$ 2,4260. No leilão de linha amanhã, o BC ofertará até US$ 2,3 bilhões, divididos em duas operações: uma para recompra em 5 de maio e outra para 4 de agosto. A taxa de câmbio para a venda de dólares por parte do BC será a Ptax do boletim das 10h de sexta-feira (31).
No cenário externo, o dólar sobe ante algumas moedas emergentes e de países ligados a commodities, após o Fed cortar suas compras mensais de bônus em US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões, e afirmar que a redução nos estímulos deve continuar em um ritmo comedido, sempre em função dos indicadores da economia. O fato de a decisão ter sido unânime, o que não acontecia desde junho de 2011, sugere que a saída do programa de relaxamento quantitativo deve continuar nesse curso previsto.
Já os emergentes são pressionados pela leitura final do HSBC sobre a atividade no setor industrial da China, que recuou para 49,5 em janeiro, ante 50,5 em dezembro. O número veio abaixo do dado preliminar, divulgado na semana passada, que indicava queda para 49,6, e confirma uma contração na atividade, já que o resultado ficou abaixo de 50.














