Dólar cai pela quarta vez seguida e fecha em R$ 2,38 nesta quarta
Moeda caiu 0,68% neste pregão e acumula queda de 4,25% nos quatro últimos
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda pela quarta vez seguida no pregão desta quarta-feira (8). A cotação caiu 0,68% e fechou em R$ 2,3860 na venda, com mínima durante o dia de R$ 2,3729 e máxima de R$ 2,4350.
O dólar acumulou queda de 4,25% nestas últimas sessões. A divisa apresentou bastante volatilidade durante o dia, devido à expectativa de que o Fed, banco central dos Estados Unidos, irá aumentar o nível de juros no país.
Uma alta dos juros norte-americanos torna mais atrativa a compra de títulos públicos nos EUA, o que move dólares brasileiros daqui para o outro mercado e faz subir o preço da moeda no Brasil, devido a sua menor disponibilidade.
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Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro no pregão ficou em torno de R$ 2,39 bilhões (US$ 1 bilhão de dólares).
Entenda a importância da cotação do dólar na sua vida:
A oscilação de R$ 0,062 entre a mínima e a máxima do dia foi a maior desde 18 de setembro do ano passado, quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, surpreendeu o mercado e manteve o ritmo de seu programa de compra de títulos para manter baixa a taxa de juros.
Analistas, como o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, atribuíram o movimento desta sessão também à expectativa antes da divulgação das primeiras pesquisas de intenção de voto após o primeiro turno das eleições presidenciais.
— A volatilidade não para. Tem muito boato e muita especulação e isso só deve aumentar conforme nos aproximamos do segundo turno.
Desde que o candidato presidencial Aécio Neves (PSDB) garantiu uma vaga no segundo turno das eleições e aproximou-se da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, vêm crescendo as apostas em vitória da oposição. O recuo do dólar ante o real tem sido associado a essa percepção, já que profissionais do mercado criticam a condução da política econômica do atual governo.
As primeiras pesquisas de intenção de voto após o primeiro turno dos institutos Datafolha e do Ibope devem ser divulgadas a partir de quinta-feira (8). Segundo operadores, circularam diversos rumores neste pregão sobre os resultados desses levantamento, acentuando a volatilidade do pregão.
Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a cair 1% sobre o real, dando continuidade ao otimismo recente do mercado. Por volta da hora do almoço, anulou a queda e passou a subir, num movimento de correção acentuado pelos boatos eleitorais.
Para o o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros, a volatilidade deve ainda aumentar.
— Apesar do quadro negativo lá fora, o real tem conseguido ter bom desempenho repetidamente por causa do fator eleitoral. A questão é que isso não tem força para se sustentar por muito tempo.
Juros americanos
O dólar voltou a se firmar em queda durante a tarde, após a divulgação da ata da última reunião do Fed. O documento mostrou que tem crescido o debate dentro do banco central dos EUA sobre a mudança de sua orientação futura sobre juros, mas também trouxe sinais de preocupação com a economia norte-americana.
Por isso, investidores diminuíram as apostas numa alta dos juros norte-americanos mais cedo, fazendo o dólar cair globalmente. Contra o euro, a moeda norte-americana atingiu a mínima em duas semanas, enquanto recuava 0,5% frente a uma cesta de divisas.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 1,65 mil contratos para 1º de junho e 2,35 mil contratos para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a R$ 469,77 milhões (US$ 197,6 milhões).
O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 27% do lote total, equivalente a R$ 21,02 bilhões (US$ 8,84 bilhões).
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