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Dólar cai pelo segundo dia seguido e vale R$ 3,16

Baixa de 0,57% da moeda dos EUA foi guiada por otimismo com reforma da Previdência

Economia|Do R7

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Dólar chegou a marcar R$ 3,15 na mínima da sessão
Dólar chegou a marcar R$ 3,15 na mínima da sessão

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (10), acompanhando o cenário externo e com os investidores mais otimistas com o andamento da reforma da Previdência, considerada importante para colocar as contas públicas em ordem.

O dólar recuou 0,57%, a R$ 3,1668 na venda, depois de marcar a mínima do dia a R$ 3,1517. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,9% no final da tarde.


"No resultado de ontem, o mercado entendeu que o governo teve mais força e pode conseguir passar o texto (da reforma da Previdência)", afirmou o gerente de tesouraria do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.

Na noite passada, a Comissão Especial da reforma da Previdência concluiu a votação da proposta, com a recusa de nove dos dez destaques apresentados ao texto, que agora seguirá para apreciação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados. O governo precisa reunir 308 votos para aprovar o texto, mas sabe que ainda não tem margem segura.


Outro fator que animou os investidores neste pregão foi a expectativa de acordo no Senado para aceleração da reforma trabalhista. Na véspera, o presidente Michel Temer defendeu que a bancada do PMDB no Senado ajude a acelerar a votação da reforma na Casa.

O mercado também foi influenciado pelo exterior, onde o dólar cedia ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Os investidores reagiam à demissão do diretor do FBI, James Comey, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com temores de que a implementação da agenda econômica norte-americana possa ser atrasada.


Trump prometeu gastar pesadamente em infraestrutura e cortar impostos, alimentando apostas de mais inflação que poderiam forçar o Federal Reserve, banco central do país, a elevar as taxas de juros mais rápido do que o esperado. Ritmo mais lento de inflação reforçaria a atratividade de ativos dos mercados emergentes, que oferecem maiores rendimentos.

O avanço dos preços do petróleo também contribuiu para o recuo do dólar, comentaram profissionais. A commodity subiu depois da queda maior do que a esperada nos estoques nos Estados Unidos e com as tentativas da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) de equilibrar o mercado por meio de cortes da produção.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em junho, vencem US$ 4,435 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

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