Dólar cai pelo terceiro pregão seguido e abre a semana cotado a R$ 3,16
Queda de 0,43% levou a moeda norte-americana ao menor patamar desde o dia 8 de novembro
Economia|Do R7

O dólar fechou a segunda-feira (23) em queda ante o real pelo terceiro pregão seguido, no menor patamar em mais de dois meses, sintonizado com o comportamento da moeda no mercado externo, após o discurso protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.
A moeda norte-americana recuou 0,43%, a R$ 3,1688 na venda, após ceder 0,55% no pregão passado. Foi o menor nível de fechamento desde os R$ 3,1674 de 8 de novembro. Em três sessões, o dólar recuou 1,56%. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,1544, o menor valor intradia desde 12 de janeiro. O dólar futuro cedia cerca de 0,1%.
"Em tom de cautela, os mercados iniciaram a primeira semana do governo Donald Trump com o pé no freio, refletindo as preocupações com a anunciada gestão protecionista a ser implementada por Trump", informou a corretora Correparti em relatório a clientes.
Trump assumiu o poder como o 45º presidente dos Estados Unidos na sexta-feira e prometeu acabar com o que chamou de "carnificina americana" de problemas sociais e econômicos em um discurso inaugural que foi um clamor populista e nacionalista. Também reforçou o tom protecionista, mas sem entrar em grandes detalhes.
Durante a tarde, Trump assinou um decreto que retira formalmente os Estados Unidos do acordo comercial Parceria Transpacífico com 12 nações.
Enquanto analisavam as novidades do governo Trump, muitos investidores vendidos aproveitaram os preços atrativos, com o dólar perto de R$ 3,15, e fizeram compras pontuais, o que levou o dólar a pontualmente zerar a queda ante o real durante a tarde.
"Nesse preço [do dólar], enxergo que muitos importadores podem fazer seus pagamentos", destacou mais cedo o sócio da corretora Omnix Vanderley Muniz.
No exterior, o dólar marcou a mínima em um mês e meio ante uma cesta de moedas nesta sessão, influenciado ainda pelo discurso de Trump. Também cedia frente a outras divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.
Internamente, contribuiu para o viés de baixa do dólar a continuidade dos leilões do Banco Central de swap cambial tradicional — equivalentes à venda futura de dólares.
O Banco Central vendeu nesta segunda-feira o lote integral de 15 mil contratos para rolagem dos vencimentos de fevereiro.
Com este leilão, o BC já vendeu o equivalente a US$ 3,450 bilhões para rolar o total de US$ 6,431 bilhões que vencem em fevereiro. "O swap reforçou o viés externo de baixa da moeda", comentou um operador de câmbio de uma corretora local.















