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Dólar encerra em alta de 0,89% nesta terça-feira

Moeda norte-americana terminou a sessão cotada em R$ 2,25 

Economia|Do R7

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Dólar fechou esta terça-feira (17) cotado em R$ 2,25
Dólar fechou esta terça-feira (17) cotado em R$ 2,25

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira (17) acompanhando uma valorização generalizada da moeda norte-americana, após dados de inflação acima do esperado alimentarem especulações de que o Federal Reserve pode ser obrigado a subir os juros antes do esperado. Além disso, os temores geopolíticos com Iraque e Ucrânia continuam favorecendo a busca por segurança, o que beneficia o dólar, considerado um "porto seguro".

O dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,2560, uma alta de 0,89%. A sessão foi encurtada em função do jogo entre Brasil e México pela Copa do Mundo de futebol, às 16 horas. O giro estava em US$ 663,95 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) por volta das 13h10, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa.


No mercado futuro, o dólar para julho subia 0,96%, a R$ 2,2655. O volume de negócios era de quase US$ 10,69 bilhões (cerca de R$ 24,19 bilhões).

Segundo o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo, o dólar até que teve uma alta relevante no Brasil.


— Justamente porque, com a escassez de liquidez, há distorção com qualquer compra.

"O dólar acompanha hoje o exterior, com um mercado bem vazio. Por isso, os investidores comprados (que apostam na alta do dólar) conseguem puxar as cotações, já que também não há a contrapartida (de entrada de recursos nos País) por parte do exportador", acrescentou profissional da mesa de câmbio de um banco.


Os números divulgados nos EUA contribuíram para o movimento. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em maio, na comparação anual, e 0,4% em maio ante abril. Na prática, uma inflação maior nos EUA pode estimular o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a subir seus juros antes do esperado, o que tiraria liquidez de países como o Brasil. Além disso, as construções de moradias iniciadas caíram 6,5% em maio ante abril nos EUA, pior que a previsão de recuo de 3,7%. As permissões para novas obras recuaram 6,4%, ante projeção de -1,9%.

No exterior, predominava o viés de alta para a moeda americana. Perto das 13h10, o dólar subia 0,69% ante o dólar australiano, avançava 0,07% ante o canadense, tinha alta de 0,30% ante o neozelandês, avançava 0,79% ante o rand sul-africano, tinha ganho de 0,25% ante a rupia indiana e subia 0,24% ante a lira turca. O índice ICE Dollar, que considera uma cesta de seis principais rivais, subia 0,17%.


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