Dólar fecha a quinta-feira em leve alta e vale R$ 3,29
Alta de 0,18% da moeda norte-americana ante o real foi guiada pela cena política nacional
Economia|Do R7

O dólar terminou a quinta-feira (6) com leve alta, ainda rondando o nível de R$ 3,30, com os investidores cautelosos com o cenário político local e após os sinais mais hawkish por parte dos bancos centrais mundiais.
Na sessão, a moeda norte-americana avançou 0,18%, a R$ 3,2985 na venda, depois de bater em R$ 3,3217 na máxima do dia. O dólar futuro tinha elevação de cerca de 0,4%.
"De manhã, o mercado estava mais nervoso com o cenário político, mas à medida que o dia foi passando e o noticiário não trouxe nada forte, aliviou a pressão", comentou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.
A moeda, desta forma, continua trabalhando sem força para ir para qualquer direção e, nos últimos dias, tem rondado a casa de R$ 3,30.
O governo sabe que ainda não tem maioria segura na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para garantir que seja rejeitada a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva.
Além disso, o governo corre contra o tempo, mas o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não garantiu que a votação do parecer do relator da denúncia, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), vai ocorrer até a quinta-feira da próxima semana.
Este era o prazo limite previsto pelos governistas para que o caso fosse votado na Comissão a fim de ser, posteriormente, apreciado pelo plenário até o dia 17 de julho, um dia antes do recesso parlamentar. Desta forma, a decisão pode acontecer apenas em agosto.
Segundo especialistas, a alta do dólar sobre o real também foi influenciada pelo desempenho da moeda ante divisas de emergentes no exterior, após sinais de recrudescimento nas políticas dos bancos centrais. O dólar tinha alta ante o rand sul-africano e a lira turca.
O BCE (Banco Central Europeu) informou, na ata do seu último encontro de política monetária, que abriu as portas para a retirada do comunicado de uma promessa antiga de expandir ou prorrogar o programa de compra de ativos do banco se necessário.
Na véspera, a ata do Fed mostrou que seus membros estavam divididos sobre o cenário para a inflação e como ela pode afetar o ritmo futuro de altas dos juros, e que várias autoridades queriam anunciar o início do processo de redução da carteira do banco central, mas outros queria aguardam até mais tarde.
Juros maiores em países desenvolvidos tendem a reduzir a atratividade dos países emergentes para os investidores. O mercado, agora, vai aguardar o relatório do mercado de trabalho norte-americano em busca de pistas sobre o aumento de juros nos EUA.
O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio nesta sessão. Em agosto, vencem US$ 6,181 bilhões em swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares.














