Dólar fecha estável ante real, em R$ 2,33
Moeda norte-americana teve variação positiva de apenas 0,04% nesta quarta-feira (13)
Economia|Do R7

O dólar fechou praticamente estável ante o real nesta quarta-feira (13), com valorização de apenas 0,04%, cotado em R$ 2,3349 na venda. O resultado veio após a moeda norte-americana registrar queda durante a maior parte do pregão, de olho na estratégia do BC (Banco Central) com os leilões de rolagem de swap cambial tradicional e na expectativa sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos.
O dólar futuro para entrega em dezembro também tinha variação positiva de 0,06%, às 17h11 (horário de Brasília). Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em R$ 2,53 bilhões (US$ 1,09 bilhão).
As atenções estão voltadas para a estratégia de rolagem dos US$ 10,110 bilhões de contratos de swap cambial tradicional que vencem em 2 dezembro. Nesta sessão, o BC realizou a segunda etapa desse processo, vendendo 20 mil swaps com vencimento em 1º agosto de 2014.
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Na terça-feira, o BC deu início ao processo de rolagem, também vendendo a oferta total de 20 mil swaps. Com as duas operações, a autoridade monetária já rolou cerca de 20% dos US$ 10,110 bilhões em swaps que vencem em 2 de dezembro.
Já no leilão diário previsto pelo cronograma de intervenções desta manhã, o BC vendeu 10 mil contratos com vencimento em 2 de junho de 2014, e volume financeiro equivalente a US$ 496 milhões.
A alta do dólar na semana passada, quando variou 2,71%, ocorreu mesmo com o país registrando entrada líquida de divisas. No período, o saldo ficou positivo em US$ 1,914 bilhão, enquanto o resultado para o acumulado do mês era de superávit de US$ 2,574 bilhões.
O movimento de valorização tem sido estimulado pela expectativa de que o Fed reduza em breve seu estímulo monetário, reduzindo a oferta global de liquidez. Nesse contexto, as intervenções do BC têm servido para dar algum alívio às cotações.
Nesta sessão, no entanto, o real teve um desempenho abaixo do de outras moedas com perfil similar, o peso mexicano e o dólar australiano, por exemplo, tiveram valorização um pouco mais expressiva em relação ao dólar. O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, falou sobre a influência externa na moeda nacional.
— O vilão que temos pela frente é o Federal Reserve e o que ele pode fazer com relação ao estímulo. É natural que qualquer notícia nesse sentido faça grande movimento no mercado.
Investidores aguardam possíveis indicações do chairman do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, sobre o futuro da política monetária do país, uma vez que ele participa de evento na noite desta quarta-feira.















