Dólar fecha estável nesta segunda a R$ 2,21 na venda
Crise na Ucrânia e interferência do Banco Central influenciaram cotação
Economia|Do R7

A cotação do dólar fechou estável nesta segunda-feira (12) a R$ 2,2156 na venda, com queda de 0,01% em relação ao dia anterior.
Investidores se mostraram cautelosos dianta das turbulências políticas na Ucrânia e da vigilância do Banco Central brasileiro.
Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1 bilhão (R$ 2,22 bilhões), abaixo da média diária do mês passado, de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 3,77 bilhões).
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Para o o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o mercado tem operado com muita cautela e só com operações de curto prazo.
— A crise na Ucrânia continua no radar e o BC continua presente, o que impede que, mesmo com o ingresso mais forte de divisas para o país, o dólar caia muito.
O líder ucraniano Oleksander Turchinov acusou nesta segunda a Rússia de trabalhar para derrubar o poder legítimo do Estado na Ucrânia, após rebeldes pró-Rússia terem declarado vitória em referendo de independência em regiões do leste do país.
Os desdobramentos da crise no país nas últimas semanas têm assustado investidores, que temem que se traduza em sanções mais duras, prejudicando o comércio internacional.
É praticamente consenso no mercado também que o nível de R$ 2,20 se estabeleceu como piso informal para a divisa norte-americana, pois não é inflacionário e não prejudica as exportações.
Um operador de uma corretora internacional afirma que o mercado "está trabalhando dentro da faixa de R$ 2,20 e R$ 2,25." Segundo ele , enquanto não acontecer nada muito "bombástico" que afete as expectativas dos investidores, "o dólar não vai arriscar sair disso".
A autoridade monetária deu continuidade pela manhã às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais (prorrogação do recebimento do lucro com dólares investidos que aumenta o ganho dos investidores e mantém a divisa no País), equivalentes a venda futura de dólares. Foram 700 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3,3 mil para 2 de março do próximo, com volume correspondente a US$ 198,3 milhões.
Em seguida, também vendeu a oferta total em leilão de rolagem. O BC rolou até agora cerca de 15% do lote total para o próximo mês, que equivale a US$ 9,653 bilhões.
Para o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros, o BC enxuga a volatilidade (variação do rendimento dos investimentos) e o dólar fica estabelecido no patamar atual.
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