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Dólar gira em torno de R$ 3,80 por atuação do BC, apesar de notícias dos EUA

O possível aumento de juros nos Estados Unidos reduz a atratividade de investimentos no Brasil

Economia|Do R7

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Às 10h29, o dólar avançava 0,15%, a R$ 3,8025 na venda
Às 10h29, o dólar avançava 0,15%, a R$ 3,8025 na venda

O dólar alternava entre leves altas e baixas nesta quinta-feira (5), girando em torno de R$ 3,80, com a atuação do BC (Banco Central) parcialmente ofuscando a perspectiva de que um possível aumento de juros nos Estados Unidos neste ano reduza a atratividade de investimentos no Brasil.

Às 10h29, o dólar avançava 0,15%, a R$ 3,8025 na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,7849 e, na máxima, foi a R$ 3,8183.


Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,69% e encostou em R$ 3,80, reagindo a dados fortes sobre os Estados Unidos e declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen.

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"Parece que o BC está deixando um recado para o mercado com estes novos leilões de linha, de que não se sente confortável com um dólar acima dos R$ 3,80", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.


Após o fechamento dos negócios na quarta-feira (4), o BC anunciou para esta tarde leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a operação não tem como fim rolar contratos já existentes.

É a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no câmbio.


O BC também dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

A intervenção do BC ofuscava parcialmente a perspectiva de que um aumento de juros nos EUA atraia para a maior economia do mundo recursos aplicados em outros países. O dólar avançava em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano.

Nesta manhã, o próprio BC reconheceu essa possibilidade, com o diretor de Política Econômica, Altamir Lopes, afirmando que há indícios de que o início do processo de normalização da política econômica nos EUA pode ser em dezembro.

No Brasil, investidores também repercutiam negativamente o adiamento da votação na Câmara dos Deputados do projeto que permite a regularização de capitais brasileiros no exterior, que, se aprovado, pode trazer entradas significativas de recursos ao país.

"É um resumo da situação brasileira: mesmo quando o governo propõe algo positivo, a aprovação se arrasta", disse o operador de uma corretora nacional.

Mesmo com o alívio recente, economistas consultados pela Reuters ainda esperam que o dólar volte acima de R$ 4 nos próximos meses. A moeda atingiria R$ 4,03 em janeiro e R$ 4,12 daqui a um ano, segundo a mediana das projeções de 24 instituições na pesquisa.

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