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Dólar inicia segunda-feira (13) em leve queda

Reunião do Banco Central e entrevista de Campos Neto estão no radar do mercado

Economia|Do R7, com Reuters

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Governo Lula pode forçar Banco Central a baixar a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano.
Governo Lula pode forçar Banco Central a baixar a meta de inflação, atualmente em 3% ao ano.

Às 11h26 desta segunda-feira (13), o dólar caía 0,44%. A moeda era vendida a R$ 5,19. Reunião de conselho no Banco Central e entrevista do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, estão no radar do mercado.

O encontro do CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão responsável por definir a meta de inflação do BC, está agendado para esta quinta-feira (16). 


A reunião virá depois de notícias de que a equipe econômica do governo estaria estudando antecipar uma revisão das metas de inflação do país e possivelmente elevar o alvo a ser buscado pelo Banco Central. Há boatos de que Campos Neto aceitaria a mudança.

Caso o Banco Central concorde com alterações já nesta semana, investidores poderiam interpretar isso como fraqueza diante da pressão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


O entorno petista tem reclamado do patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 13,75%, além de questionar a autonomia da autarquia nas últimas semanas.

Os políticos defendem que o Banco Central deve baixar a taxa de juros. Além disso, eles alegam que a atual meta de inflação, fixada em 3%, está baixa. A ideia do governo Lula é a de que, com maior inflação, maior o crescimento da economia.


Em meio a algum nervosismo do mercado antes da reunião, Campos Neto dará entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. O programa vai ao ar na noite desta segunda-feira (13).

Resto do mundo

Enquanto isso, no exterior, o dólar alternava estabilidade e leve queda contra outras moedas internacionais fortes.


Investidores do mundo inteiro estão no aguardo de uma leitura de inflação norte-americana prevista para esta terça-feira (14). Ela pode oferecer mais pistas sobre a trajetória de aumento de juros por parte do banco central americano, o Fed (Federal Reserve).

"Um dado mais forte poderá desencadear uma nova rodada de valorização do dólar e, por consequência, desvalorização das demais moedas emergentes", alertou Victor Candido, economista-chefe da RPS Capital.

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Isso porque uma inflação ainda pressionada nos Estados Unidos justificaria mais aumentos de juros por parte do Fed, o que tenderia a atrair recursos para o mercado de renda fixa americano, aumentando a demanda por dólares.

Na última sessão, na sexta-feira (10), a moeda estadunidense caiu 0,98%, a R$ 5,22. Foi a maior queda percentual diária desde 25 de janeiro (-1,21%).

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