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Dólar recua 0,51% e volta a valer R$ 2,59

Queda da moeda aconteceu após presidente do BC afirmar que tem atingido seus objetivos

Economia|Do R7

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Na máxima do dia, o dólar chegou a subir a R$ 2,61
Na máxima do dia, o dólar chegou a subir a R$ 2,61

dólar fechou em queda nesta terça-feira (9) e voltou abaixo de R$ 2,60, com investidores ainda mostrando dúvidas sobre o futuro do programa de intervenções diárias do BC (Banco Central) no câmbio, após o presidente da instituição, Alexandre Tombini, afirmar que a atuação tem atingido "plenamente" seus objetivos.

Mesmo após as declarações de Tombini, analistas afirmaram que o mercado continuou dividido sobre a possível extensão das vendas diárias de swaps cambiais, marcadas para durar até pelo menos o fim deste ano, no ano que vem.


A moeda norte-americana caiu 0,51%, a RR 2,5981 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,1 bilhão.

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Na máxima do dia, o dólar chegou a subir a R$ 2,6140, após terminar a sessão da véspera no patamar de R$ 2,61 pela primeira vez em quase 10 anos, o que abriu espaço para ajustes e operações de entrada de divisas. Na mínima desta terça-feira, atingiu R$ 2,5852, queda de mais de 1%.

"A expectativa do mercado (sobre o programa do BC) ainda está dividida. Existe uma torcida, existe um achismo", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.


Em audiência na Comissão Mista do Orçamento, Tombini disse que o programa de hedge cambial — que atualmente oferta diariamente até 4.000 swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares — tem atingido "plenamente seus objetivos" e que não tem a intenção de reverter as posições de swaps. Ele afirmou ainda que os estoques de swaps devem ser renovados no futuro, observadas as condições de demanda.

Questionado sobre o tema após a audiência, Tombini disse que o BC tem duas semanas para monitorar o mercado de câmbio e decidir sobre o futuro do programa.


Se de fato as ações diárias forem reduzidas ou eliminadas no ano que vem, a oferta de liquidez do mercado de câmbio brasileiro diminuiria justamente no ano em que se espera que o Federal Reserve, banco central norte-americano, comece a elevar as taxas de juros.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4.000 swaps cambiais em suas atuações diárias, sendo 3.250 com vencimento em 1º de junho de 2015 e 750 para 1º de setembro de 2015, com volume financeiro equivalente a US$ 198,3 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 35% do lote total.

Operadores afirmaram ainda que o fato de o dólar também ter ido a R$ 2,61 na véspera ajudava no movimento de queda agora, mas ressaltaram que surpresas sobre o programa do BC ou a política monetária norte-americana possam impulsionar a divisa novamente.

"Aparentemente, pode estar havendo alguma resistência [com R$ 2,60], mas não é definitiva", afirmou mais cedo o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca.

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