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Dólar recua e se aproxima de R$ 3,40

Queda de 0,37% da moeda norte-americana foi guiada por alívio no cenário político nacional

Economia|Do R7

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Dólar oscilou entre R$ 3,39 e R$ 3,46 na sessão desta terça-feira
Dólar oscilou entre R$ 3,39 e R$ 3,46 na sessão desta terça-feira

O dólar fechou a terça-feira (6) em queda, aproximando-se do nível de R$ 3,40, com alívio dos investidores diante do cenário político, depois que a mesa do Senado se recusou a aceitar a liminar que afastava Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência da Casa. Com isso, avaliaram, a pauta econômica do governo no Congresso poderia ser mantida.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,37%, a R$ 3,4166 na venda, depois de bater R$ 3,4676 na máxima da sessão e, na mínima, R$ 3,3943. O dólar futuro recuava cerca de 0,2% no final da tarde.


"Com Renan, a PEC do teto deve passar", comentou um operador de câmbio de uma corretora nacional.

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Nesta tarde, a mesa do Senado se recusou a aceitar a liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento de Renan e afirmou em documento que o tema exige decisão do plenário da corte. O STF deve decidir o assunto nesta quarta-feira.

Senado desafia decisão do STF e mantém Renan na presidência


"Creio que o mercado também se acalmou porque entendeu que o mandato de Viana, se houver, será curto e as coisas depois devem seguir normalmente", comentou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

A notícia do afastamento havia estressado os investidores, temerosos com o andamento das medidas fiscais, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do teto de gastos, cuja votação está prevista para o dia 13 e é considerada fundamental pelo governo.


"Foi um coquetel bastante explosivo para o mercado. O afastamento coloca em risco as votações [no Congresso], daí a alta [do dólar] vista logo cedo", comentou mais cedo o economista da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira.

Ainda pela manhã, o Senado já havia apresentado recurso ao STF contra a decisão do ministro do STF de afastar Renan.

"É normal a arrancada na abertura, depois a moeda [norte-americana] se acomoda, ainda mais porque o mercado sabe que o BC está atento e pode agir mais", comentou pela manhã Amado, da Spinelli Corretora.

O Banco Central fez novamente leilão de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, vendendo integralmente a oferta de 15 mil contratos para rolagem dos contratos que vencem em janeiro.

O arrefecimento do dólar frente ao real contou também com a ajuda da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, considerada "dovish" e que sinalizou corte mais pronunciado dos juros em janeiro. Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano.

"Quando o BC sinalizou que pode cortar os juros mais rapidamente, o estrangeiro entendeu que precisava aplicar mais rápido para aproveitar as taxas", explicou um operador de uma corretora nacional.

Na semana passada, o BC decidiu dar sequência ao ciclo de afrouxamento da Selic com mais um corte de 0,25 ponto percentual, o segundo seguido, levando-a a 13,75% ao ano. Agora, os agentes econômicos acreditam que a taxa deve ser reduzida em 0,5 ponto percentual no próximo mês.

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