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Dólar recua pelo terceiro dia seguido e volta a valer R$ 3,13

Queda de 0,95% levou a moeda norte-americana ao menor nível desde o mês de agosto

Economia|Do R7

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Dólar acumula perda de 2,14% nos últimos três pregões
Dólar acumula perda de 2,14% nos últimos três pregões

O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta quinta-feira (20) e foi à casa de R$ 3,13, menor nível desde agosto, influenciado por fluxo de ingresso de recursos estrangeiros e pelos retornos ainda bastante atrativos no país depois de o BC (Banco Central) iniciar de maneira moderada seu ciclo de afrouxamento monetário.

O dólar recuou 0,95%, a R$ 3,1390 na venda, menor valor de fechamento desde 10 de agosto (R$ 3,1322). Em três pregões, a moeda norte-americana acumulou perda de 2,14%. O dólar futuro cedia quase 1% nesta tarde.


"O vigoroso fluxo de entrada com a lei do repatriamento está mantendo o dólar em queda", comentou o superintendente da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva. "Isso fez a moeda operar na contramão do exterior", acrescentou.

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O prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior encerra em 31 de outubro. Na véspera, a Receita Federal informou ter recebido cerca de 9.200 declarações no programa de regularização de ativos no exterior, somando R$ 61,3 bilhões em recursos regularizados e R$ 18,6 bilhões em impostos e multas.

O fluxo de ingresso de recursos também foi atraído nesta sessão pela decisão do BC de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Embora essa fosse a aposta majoritária do mercado, muitos investidores também tinham se posicionado por uma redução ainda maior, de 0,50 ponto porcentual.


"A taxa de juros brasileira é alta e bastante atrativa", comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Na noite passada, o BC reduziu a taxa básica de juros a 14% ao ano, ainda uma das maiores do mundo, no primeiro corte desde 2012 diante do cenário de menor inflação e com a atividade econômica ainda sem dar sinais consistentes de recuperação.


Apesar de falar em movimento moderado e gradual, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC deixou aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de corte deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.

O Banco Central vendeu nesta manhã o lote integral de 5.000 contratos de swap cambial reverso — equivalente à compra futura de dólares. No início de agosto, o BC brasileiro havia elevado o volume de swap reverso de 10 mil para 15 mil contratos, quando a cotação do dólar fechou abaixo de R$ 3,15, mas voltou a reduzir para 10 mil swaps poucos dias depois, quando a cotação havia voltado a R$ 3,23.

"Acho que R$ 3,15 [ou abaixo] é o patamar que pode levar o BC a elevar o swap reverso e pode acontecer hoje", comentou operador da corretora H.Commcor, Alessie Machado.

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