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Dólar salta 8,2% no 3º trimestre e fecha setembro cotado a R$ 4,15

Maior valorização da moeda desde 2015 para o período entre julho e setembro foi guiada por intervenções do BC, cortes de juros e guerra tarifária

Economia|Do R7

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Dólar ficou 0,32% mais caro em setembro
Dólar ficou 0,32% mais caro em setembro

O dólar fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira (30), última sessão de setembro, mês em que teve alta moderada em meio a intervenções do Banco Central, cortes de juros aqui e no exterior e persistentes receios sobre a economia global e a guerra tarifária entre Estados Unidos e China.

Em setembro, o dólar subiu 0,32%. A alta moderada, contudo, vem na sequência de uma disparada de mais de 8% em agosto, o que indica que o mercado não teve força para ajustar a moeda para baixo, num sinal de que o nível de R$ 4 parece ser um novo patamar de equilíbrio de curto prazo.


Em mais uma evidência disso, setembro de 2019 foi o primeiro mês na história da moeda em que o dólar fechou acima de R$ 4 em todas as sessões, oscilando entre mínima de R$ 4,0599 na venda e máxima de R$ 4,1834.

Nesta segunda-feira, último pregão do mês, a moeda norte-americana teve oscilação positiva de 0,05%, a R$ 4,1555 na venda.


No terceiro trimestre, a cotação saltou 8,19%, maior alta para o período desde 2015, quando disparou mais de 33%. Os ganhos do dólar entre julho e setembro foram construídos quase que apenas no mês de agosto, quando o dólar subiu 8,51%. No acumulado de 2019, o dólar sobe 7,24%.

O fortalecimento do dólar não tem sido exclusivo contra o real. No exterior, um índice que mede o desempenho da moeda contra uma cesta de importantes divisas bateu nesta segunda-feira o maior nível desde maio de 2017, amparado por fluxos típicos de fim de mês e trimestre, mas também pela maior atratividade do dólar conforme a economia dos EUA tem desempenho relativo melhor em relação a seus pares.


Mas o real tem sido especialmente afetado por uma combinação de queda de diferenciais de juros a mínimas recordes e às incertezas sobre o ritmo da economia, que acabam atrasando a volta do fluxo cambial ao país.

"Esperamos que o real continue atrás de seus pares emergentes conforme o Banco Central continua como um dos BCs emergentes mais agressivos no afrouxamento monetário", disseram analistas do Morgan Stanley em nota a clientes.


"E sem a ajuda do crescimento, será difícil ver uma recuperação sustentada da moeda, em particular porque os preços agora parecem menos atrativos", completaram.

O BC tem tentado conter a volatilidade no mercado de câmbio via ofertas de dólar no mercado à vista, operações que serão retomadas a partir de terça-feira. Mesmo com o dólar acima de R$ 4, a expectativa de vaivém nos preços diminuiu.

A volatilidade implícita nas opções de dólar/real para três meses caiu nesta segunda-feira a 11,89% ao ano, abaixo dos picos do mês, acima de 13%.

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