Logo R7.com
RecordPlus

Dólar sobe 0,67% e fecha a R$ 5,06 com tombo do petróleo

Saída de investidores estrangeiros e ajustes técnicos de fim de mês afetam o real

Economia|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Zelensky solicita aumento de sistemas de mísseis Patriot aos EUA devido à escassez de armamento em Kiev.
  • O presidente ucraniano destaca a importância de os EUA ouvirem a Ucrânia, apesar da atenção mundial estar voltada para o Irã.
  • O pedido de Zelensky ocorre após ataques russos a Kiev, em retaliação a ações ucranianas em Lugansk.
  • A carta menciona que os envios de mísseis do programa PURL da Otan não são suficientes para defender a Ucrânia de bombardeios russos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Notas de dólar
 24 de março de 2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Expectativas sobre política monetária dos EUA influenciam o comportamento do dólar Dado Ruvic/Reuters - 24.3.2026

O dólar subiu com força frente ao real nesta quarta-feira (27) e fechou na casa de R$ 5,06, em ambiente marcado pelo fortalecimento global da moeda norte-americana.

Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que resultariam na liberação do estreito de Ormuz, levaram a um tombo dos preços do petróleo, o que pode ter contribuído para que o real sofresse mais do que seus principais pares.


Operadores afirmam que o aumento da volatilidade da taxa de câmbio com a proximidade da corrida presidencial corrói parte do apelo do carry trade, apesar da perspectiva de que o Banco Central seja bastante cauteloso no processo de calibração da taxa Selic, reforçada pela leitura acima das expectativas do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de maio.

Veja Também

A saída de investidores estrangeiros da bolsa doméstica e ajustes técnicos típicos de fim de mês também ajudam a explicar o abalo da moeda brasileira.


Em alta desde a abertura dos negócios e com máxima de R$ 5,0709, o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,67%, a R$ 5,0609 — maior valor de fechamento desde o último dia 19.

A moeda americana avança 2,18% frente ao real em maio, após ter recuado 4,36% em abril. No ano, as perdas, que já superaram 10% quando o dólar furou o piso de R$ 4,90, são agora de 7,80%.


O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, observa que a perda recente de fôlego do real se dá em um momento de diminuição dos fluxos para mercados emergentes em geral, sobretudo para aqueles que não têm ligação com setores relacionados à IA (Inteligência Artificial).

“O Brasil não é um player nesse sentido. Vimos os fluxos para a bolsa diminuindo bastante nas últimas semanas. E fluxo é algo que muda rapidamente”, afirma Alves, acrescentando que, na ausência de indicadores econômicos mais fortes, as cotações flutuam ao sabor do noticiário envolvendo o conflito no Oriente Médio.


O contrato do Brent para agosto, referência de preços para a Petrobras, fechou o dia em baixa de 4,57%, a US$ 92,25 o barril, após recuar, na mínima, ao menor valor desde 17 de abril.

Pela manhã, a TV estatal do Irã revelou que haveria um rascunho de memorando de entendimento com os Estados Unidos, prevendo a restauração do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra no prazo de um mês.

Em publicação no X, a Casa Branca informou que o relatório divulgado pela imprensa iraniana não era verdadeiro.

À tarde, Donald Trump afirmou que os EUA estão “indo bem” nas negociações e que o Estreito de Ormuz estará “aberto a todos”, sem controle específico por nenhum país.

“O comportamento do dólar está muito relacionado ao ambiente externo. Mas temos também questões técnicas com a proximidade do fim do mês, como a rolagem de posições, que tende a aumentar a cautela e a demanda pela moeda americana”, afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli.

Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY operou ao redor da estabilidade com viés de alta, acima da linha dos 99,100 pontos à tarde.

Investidores aguardam a divulgação, na quinta (28), da segunda leitura do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no primeiro trimestre e, sobretudo, do PCE (Índice de Preços de Gastos com Consumo) de abril, para calibrar as apostas para a trajetória da taxa de juros nos EUA.

O economista Robin Brooks, do Brookings Institute, observa que o choque nos preços do petróleo levou os investidores a rapidamente abandonarem as apostas em redução dos juros nos EUA e, mais recentemente, a cogitarem até mesmo aperto monetário.

Para Brooks, com um acordo de paz no Oriente Médio, os preços do petróleo vão despencar, levando investidores a retomarem a expectativa de redução de juros pelo Fed (Federal Reserve).

“Isso significa que o dólar vai cair de forma rápida, especialmente na comparação com mercados emergentes. Basicamente vamos voltar ao cenário pré-guerra, de dólar fraco e cortes pelo Fed”, afirma Brooks, em relatório, ressaltando que não há sinais de aceleração da inflação subjacente nos EUA.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.