Juros: ‘Como a inflação está caindo, você não precisa de um remédio tão amargo’, diz economista
Em nova projeção, expectativa é que Selic chegue ao fim de 2026 a 13,75% ao ano
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Além do corte da inflação, o novo Boletim Focus do Banco Central também prevê um corte maior na taxa de juros até o fim de 2026. Os analistas reduziram a projeção da Selic para 13,75%, consolidando um recuo de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior, quando a tarifa estava em 14%. Já para o fechamento do ano de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
Em entrevista para o programa Conexão Record News, o economista Hugo Garbe explicou que a taxa de juros é um remédio da economia dentro da política monetária e econômica para conter a inflação. Segundo Garbe, o Banco Central já vinha enxergando uma curva de queda.
Veja Também
“Como a inflação está caindo, você não precisa de um remédio tão amargo. Hoje o Brasil tem uma das maiores taxas de juros reais do mundo [...]. Mas, a taxa de juros, de fato, freia a economia, impede o maior crescimento e desenvolvimento econômico de qualquer país”, enfatizou.
Segundo o economista, os efeitos — tanto positivos quanto negativos — da taxa podem acontecer a longo prazo, por meio do endividamento de crédito de pessoas que já tinham um orçamento no limite, e a curto prazo, que podem ser identificados nas empresas que captam os créditos de um modo mais barato, tendo mais apetite ao risco para fazerem novos investimentos.
“As empresas podem fazer novos investimentos e, com isso, gerar novos empregos. Você tende, no longo prazo, a aumentar inclusive o salário médio do trabalhador e da população. No final desse ciclo, você vai gerar mais crédito para as famílias, que já estão endividadas”, apontou.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!















