Dólar sobe a R$ 4,03, mas fecha setembro em queda
Alta de 1,07% na última sessão do mês não impediu queda de 0,26% da moeda norte-americana na semana e de 0,87% no mês
Economia|Do R7

O dólar terminou a sexta-feira (28) em alta e de volta ao nível de R$ 4, após três sessões consecutivas de queda, sob influência externa e da cena eleitoral, a pouco mais de uma semana do primeiro turno.
Na semana e no mês, entretanto, a moeda recuou, com investidores reduzindo posições compradas, que apostam na alta, após a corrida ao Palácio do Planalto. Com o desfecho eleitoral ainda incerto, outubro começa com previsão de volatilidade.
Na última sessão do mês, a moeda norte-americana avançou 1,07%, a R$ 4,0371 na venda, acumulando, na semana, queda de 0,26%.
No mês, o dólar caiu 0,87%, depois de fechar agosto com alta de 8,46%, o maior avanço desde setembro de 2015. No ano até agora, o dólar já ficou 21,8% mais caro. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,2%.
“Mercado deve seguir apreensivo e cauteloso com aproximação das eleições, de olho nas pesquisas”, disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer.
Nos últimos três pregões, o dólar caiu com força e fechou a véspera no menor valor em 5 semanas, abaixo de R$ 4, com os investidores, sobretudo estrangeiros, reduzindo posições compradas, com a percepção de que o hedge montado para o pior cenário eleitoral foi exagerado.
Um gestor de derivativos de uma corretora local ponderou que, se houver fluxo vendedor nos próximos pregões, a exemplo do que ocorreu nos últimos dias, a moeda norte-americana pode vir a testar novamente os níveis abaixo de R$ 4.
Lá fora, o dólar subia ante a cesta de moedas e ante divisas de emergentes em dia de um pouco mais de aversão ao risco após o governo italiano ter divulgado um orçamento para 2019 com um déficit três vezes maior do que sua meta anterior.
Destaque para o euro, que cedeu abaixo de US$ 1,16 pela primeira vez em duas semanas uma vez que alguns investidores consideraram o orçamento italiano como um desafio às exigências da União Europeia.
"No externo, a Itália está levando o investidor a procurar segurança. E no doméstico, as notícias estão na contramão da véspera", resumiu o especialista em câmbio da Frente Corretora Robert Awerianow.
O Banco Central concluiu na véspera a rolagem do vencimento de swap cambial — equivalente à venda futura de dólares — de outubro e, após o fechamento do mercado, já anunciou o início da rolagem de novembro a partir da próxima segunda-feira. A oferta será de até 7.700 contratos que, se mantida até o final do mês, rolará integralmente o total de US$ 8,027 bilhões em swaps que vencem no penúltimo mês de 2018.











