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Dólar sobe a R$ 5,61 e engata 4ª semana seguida de alta

Alta de 0,95% desta sexta-feira levou a moeda norte-americana ao maior patamar ante o real desde 20 de maio

Economia|Do R7

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Dólar acumulou ganho de 7,68% nos últimos cinco das
Dólar acumulou ganho de 7,68% nos últimos cinco das

O dólar voltou a fechar em firme alta nesta sexta-feira (21), superando R$ 5,60, renovando máxima em três meses e concluindo a quarta semana consecutiva de valorização — o que não ocorria desde o fim de abril —, amparado pelo somatório de desconforto fiscal doméstico e reavivamento da divisa no exterior.

Na sessão desta sexta, a moeda norte-americana subiu 0,95%, a R$ 5,6068. É o maior patamar desde 20 de maio (R$ 5,6902).


Ao longo da sessão, a moeda chegou a saltar 1,44%, para R$ 5,634, e, na mínima, praticamente zerou a alta, com variação positiva de 0,04%, a R$ 5,5562. Na semana, a cotação ganhou 3,31%, a quarta seguida no azul, período em que apreciou 7,68%. Em agosto, o dólar sobe 7,44%. No ano, dispara 39,72%.

No exterior, o índice do dólar valorizava-se 0,6%, a caminho de escapar da nona semana consecutiva de perdas. Dados fortes de atividade empresarial nos EUA deram respaldo global à moeda norte-americana nesta sessão.


No Brasil, o mercado chegou a esboçar tentativa de evitar nova alta da moeda, depois de na véspera a Câmara dos Deputados ter mantido veto presidencial de um dispositivo que abria margem para concessão de reajuste salarial a servidores públicos, depois de o Senado Federal ter surpreendido ao derrubar esse veto, o que causou grande estresse nos mercados na quinta-feira.

Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro fez um aceno ao Congresso e elogiou os "muito valorosos" parlamentares que ajudaram na manutenção do veto presidencial, ressaltando que tem "sócios" no Congresso. Contudo, o mercado avalia que a sequência de eventos deixou um gosto amargo.


"O tema fiscal deve continuar em destaque na próxima semana, já que o governo tem até 31 de agosto para enviar o projeto do Orçamento de 2021, com as diretrizes para cumprimento do teto de gastos. Após aumento relevante das despesas neste ano, para limitar os efeitos da pandemia, o desafio de cumprir o teto e cortar gastos persiste", disse o Bradesco em nota.

Nesta sexta, o BC vendeu US$ 650 milhões, elevando a US$ 1,79 bilhão o total colocado desde a véspera — movimento que, no mercado, é entendido como uma reação a saídas de recursos mais expressivas.

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