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Dólar sobe e volta a R$ 3,15 com receios sobre reforma da Previdência

Moeda norte-americana saltou 0,78% nesta terça-feira

Economia|Do R7

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Dólar atingir R$ 3,1705 na máxima da sessão
Dólar atingir R$ 3,1705 na máxima da sessão

O dólar encerrou a terça-feira (25) em alta, retornando ao nível de R$ 3,15, com os investidores temerosos que a reforma da Previdência possa não ser aprovada no Congresso Nacional após o PSB, partido da base governista, fechar questão contra a medida.

O dólar avançou 0,79%, a R$ 3,1515 na venda, depois de atingir R$ 3,1705 na máxima da sessão, maior nível intradia desde 31 de março passado (R$ 3,1792). O dólar futuro subia cerca de 0,7% no final da tarde.


"O receio é de que outras siglas governistas sigam o mesmo exemplo", afirmou a Advanced Corretora em relatório.

Na noite passada, o PSB, partido da base do governo do presidente Michel Temer e que está à frente do Ministério de Minas e Energia com Fernando Coelho Filho, decidiu se posicionar contra as reformas trabalhista e da Previdência. A legenda tem bancada de 35 deputados federais.


"O mercado ainda não jogou a toalha porque acredita na articulação do presidente Michel Temer e que ele vai conseguir aprovar os textos", afirmou um profissional de uma corretora local.

O governo continuou atuando nos bastidores para garantir a aprovação das reformas, com foco para a da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem.


Temer decidiu exonerar seus ministros com mandato de deputado quando for marcada a votação da Previdência e, pelo menos por enquanto, manter o ministro do PSB e trabalhar com a parte da bancada socialista que diz apoiar as reformas.

A alta do dólar ante o real também foi justificada pelo início da briga pela formação da Ptax --taxa do Banco Central que baliza vários contratos cambiais.


"Quem quer montar posição, começa a brigar dias antes", afirmou o gerente de operações da B&T Corretora, Marcos Trabbold.

O Banco Central vendeu, pelo sexto pregão seguido, mais um lote de 16 mil contratos de swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares — para rolagem dos contratos que vencem em maio. Dessa forma, já rolou US$ 4,8 bilhões do total de US$ 6,389 bilhões.

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