Dólar sobe em relação ao real após dados dos EUA atenuarem pessimismo sobre juros
Economistas esperam que o Banco Central dos EUA eleve a taxa de juros em dezembro
Economia|Do R7

O dólar anulou a queda e passou a subir em relação ao real nesta quinta-feira (15), após dados sobre o mercado de trabalho e a inflação nos Estados Unidos atenuarem um pouco as apostas de que o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não eleve os juros neste ano.
Às 10h43, o dólar avançava 0,26%, a R$ 3,8227 na venda, após cair mais de 2% na sessão passada. Na mínima desta sessão, chegou a R$ 3,7801.
"Nos últimos dias houve muito pessimismo sobre os EUA, com o mercado discutindo até uma alta de juros só no meio do ano que vem. Os dados de hoje estão fazendo essas especulações voltarem um pouco, ajustarem-se à realidade", disse o operador de um importante banco internacional, sob condição de anonimato, lembrando que os juros baixos nos EUA beneficiam mercados emergentes, com investimentos mais atrativos.
O núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que exclui preços voláteis como alimentos e energia, acelerou para 0,2% em setembro, após marcar 0,1% no mês anterior. Os preços ao consumidor como um todo, no entanto, recuaram 0,2%, pressionado pela queda da gasolina.
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Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego atingiu 255 mil na semana passada, novamente o menor nível em 42 anos, sugerindo que o mercado de trabalho norte-americano permanece forte apesar da abrupta desaceleração na criação das vagas de emprego nos últimos dois meses.
Pesquisa da Reuters mostrou que a expectativa de economistas é que o Fed eleve a taxa de juros em dezembro, mas a confiança nessa aposta vem diminuindo.
Segundo operadores, o mercado brasileiro continuava mais sensível que seus pares devido à crise política. A indefinição sobre eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff vem pressionando o câmbio e levou o dólar a marcar a maior alta diária sobre o real em mais de quatro anos na terça-feira.
Analistas da Guide Investimentos destacaram em nota clientes o "noticiário político ainda intenso", mas ressaltaram que "tudo indica que continuaremos em 'stand by': Cunha e Planalto tentam costurar acordão", referindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Nesta manhã, o Banco Central dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.











