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Dólar sobe pela segunda vez seguida e vale R$ 3,15

Alta de 0,7% da moeda foi guiada por maior aversão ao risco no exterior

Economia|Do R7

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Dólar atingiu o maior patamar desde o dia 27 de julho
Dólar atingiu o maior patamar desde o dia 27 de julho

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (9), retomando o patamar de R$ 3,15, diante do ambiente de maior aversão ao risco no exterior com o acirramento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte.

Na sessão, a moeda norte-americana subiu 0,71%, a R$ 3,1523 na venda, fechando acima desse patamar pela primeira vez desde 27 de julho (R$ 3,1561).


Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,1539, enquanto o dólar futuro subia cerca de 0,75% no final da tarde.

"Nos mercados, vemos movimentos de realização de lucros desencadeados por declarações imprevistas", comentou a corretora Guide em relatório a clientes ao citar as ameaças trocadas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Coreia do Norte, Kim Jong-un.


Trump alertou a Coreia do Norte que o país será atingido por "fogo e fúria" caso ameace os EUA, levando a nação com armas nucleares a dizer que está considerando disparar mísseis contra a ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira que há espaço para que o cenário externo continue benigno e que o BC segue confortável com o nível atual de swaps cambiais, em torno de US$ 28 bilhões. "Conforto significa que não tem problema nenhum de aumentar ou de diminuir ou de ficar igual", disse ele, ao participar Summitdo Reuters Latin American Investment.


A crescente tensão geopolítica gerou fuga do risco, levando o dólar a subir ante divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano e o rand sul-africano, e a se enfraquecer ante uma cesta de moedas fortes.

"Internamente, o dólar pedia por uma realização, em meio às dúvidas sobre a meta fiscal e sobre medidas para elevar os impostos", comentou o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, referindo-se às discussões sobre eventual redução da meta de déficit primário deste ano.

Somente em julho, a moeda norte-americana acumulou queda de 5,86% frente ao real.

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