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Dólar tem alta de quase 1,5% na manhã desta segunda

Moeda americana chegou a R$ 3,572. O dólar futuro subiu 1,3%

Economia|Do R7

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Na manhã desta segunda, o dólar foi cotado a R$ 3,572
Na manhã desta segunda, o dólar foi cotado a R$ 3,572

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançava quase 1,5 por cento ante o real nesta segunda-feira, reagindo a temores de que a campanha pelo reequilíbrio das contas públicas brasileiras sofra mais um impasse após notícias sugerirem que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, teria aventado um pacto contra a operação Lava Jato.

Às 10:08, o dólar avançava 1,37 por cento, a 3,5668 reais na venda, após atingir 3,5720 reais na máxima desta sessão. A moeda norte-americana havia recuado quase 1,5 por cento na sexta-feira e se aproximado novamente de 3,50 reais. O dólar futuro subia por volta de 1,3 por cento.


"A política continua falando mais alto do que a economia. A oposição vai cair matando no Congresso e existe a possibilidade concreta de (Jucá) ser afastado", disse o operador da corretora Ativa Arlindo Sá.

"Perder um soldado já na largada seria muito ruim para a credibilidade desse governo, ainda mais por acusações de obstrução de Justiça", acrescentou.


O ministro sugeriu em conversas gravadas de forma oculta com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em março, que uma mudança no governo federal resultaria em pacto para "estancar a sangria" da operação Lava Jato, que investiga ambos, informou o jornal Folha de S.Paulo.

Nesta manhã, Jucá negou em entrevista à rádio CBN que tenha sugerido um acordo para deter o progresso das investigações de corrupção.


Jucá é um dos principal interlocutores do governo do presidente interino Michel Temer com o Congresso e está encarregado de buscar apoio a medidas dolorosas para reduzir gastos e aumentar impostos.

Está marcada para esta tarde votação na Comissão Mista do Orçamento a nova projeção de déficit primário deste ano, no primeiro desafio político no Congresso Nacional do governo interino de Michel Temer.


Na note de sexta-feira passada, o governo anunciou que pedirá ao Congresso autorização para fechar 2016 com déficit primário recorde de 170,5 bilhões de reais. A proposta inclui o desbloqueio de 21,2 bilhões de reais em contingenciamentos anunciados na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Embora o número fosse em certa medida esperado pelo mercado, alguns operadores se decepcionaram com a falta de anúncio de medidas concretas para reduzir o rombo.

"O novo governo Temer precisa alcançar um equilíbrio delicado, anunciando novas medidas e ao mesmo tempo assegurando apoio no Congresso", escreveram analistas do banco JPMorgan em nota a clientes. "O governo precisa demonstrar progresso constante ou corre o risco de frustrar as expectativas".

O governo brasileiro pretende realizar uma série de encontros com investidores para dar publicidade a um amplo plano de venda de ativos, disseram uma autoridade sênior e pessoas familiarizadas com o tema à Reuters.

O Banco Central ainda não anunciou para esta sessão qualquer intervenção cambial, mantendo-se ausente do mercado pela terceira sessão seguida. (Por Bruno Federowski)

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