Dólar tem leve alta e fecha em R$ 2,37
Moeda norte-americana chegou a atingir R$ 2,3560 durante o dia
Economia|Do R7

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira (7), após recuar quase 1% durante o dia, com os investidores reagindo a novos sinais de possibilidade de queda na classificação de risco do País neste ano.
A moeda norte-americana subiu 0,08 %, para R$ 2,3785 na venda, depois de recuar 0,87% na mínima da sessão, a R$ 2,3560. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,85 bilhões).
Segundo o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho, os principais determinantes da queda do dólar de hoje foram a expectativa de corte gradual do estímulo dos EUA e a expectativa de fluxo cambial positivo, mas a perspectiva de corte no rating acabou revertendo o recuo.
Durante a tarde, em reunião com jornalistas em Nova York, o diretor responsável por ratings soberanos da Standard & Poor's, Joydeep Mukherji, afirmou que a agência pode rebaixar a classificação de risco do Brasil ainda neste ano. O mercado acabou reagindo, reduzindo as perdas do dólar ante o real.
Mais tarde, Mukherji reforçou que a agência não está sinalizando a perda do grau de investimento brasileiro e afirmou que não está impondo prazos para tomar decisões sobre a classificação do país.
— Não estamos sinalizando a saída do grau de investimento. As coisas que estamos observando são tendências e têm sido aparentes há algum tempo. Esse não é um evento súbito.
Na primeira parte do pregão, o dólar registrou quedas expressivas, reagindo à expectativa de que a redução do estímulo norte-americano continuará ocorrendo de forma gradual após a confirmação, na noite passada, de Janet Yellen para comandar o Federal Reserve, banco central norte-americano.
Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, a confirmação da Janet Yellen para o Fed deixou o pessoal aliviado com relação à continuidade do estímulo nos EUA.
Em dezembro, o Fed anunciou o início da redução do estímulo com corte de apenas US$ 10 bilhões (cerca de R$ 23,73 bilhões), para US$ 75 bilhões ao mês (cerca de R$ 178 bilhões), reduzindo a oferta global de liquidez.
O mercado avalia que Yellen favorece a postura mais expansionista, alimentando expectativas de que a redução continuará ocorrendo por meio de cortes leves.
O estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, acrescenta ainda que os investidores continuarão apostando sobre o ritmo de redução do programa, trazendo volatilidade.
—Esse movimento de hoje provavelmente é mais um ajuste de posições.
Também ajudou a constante intervenção do Banco Central brasileiro no câmbio. Nesta manhã, deu continuidade às atuações diárias vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional --equivalentes a venda futura de dólares-- com vencimento em 2 de maio de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 199,2 milhões (cerca de R$ 472,76 milhões) .
Leia mais notícias de Economia
A depreciação do dólar também foi influenciada pela expectativa de entrada de divisas na economia brasileira, após a Petrobras realizar emissão de 3,05 bilhões de euros e uma de 600 milhões de libras.















