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Dólar tem leve alta e fecha valendo R$ 2,70 pelo 3º pregão seguido

Moeda norte-americana teve variação positiva de 0,06% nesta quarta-feira (7)

Economia|Do R7

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Moeda recuou a R$ 2,67 na mínima da sessão
Moeda recuou a R$ 2,67 na mínima da sessão

dólar fechou com leve alta sobre o real nesta quarta-feira (7), com fluxos pontuais de saída de divisas compensando as expectativas de que o BCE (Banco Central Europeu) adote mais estímulos, que haviam levado a moeda norte-americana a cair mais de 1% pela manhã.

Os investidores também aguardaram a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, divulgada logo após o fechamento. Internamente, o mercado continuou esperando mais detalhes sobre quais medidas o governo adotará como parte do aperto fiscal.


A moeda norte-americana teve variação positiva de 0,06%, a R$ 2,7035 na venda, após chegar a R$ 2,6740 na mínima do dia (- 1,03%). Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 2 bilhões.

"O mercado hoje foi muito sensível. À tarde, várias operações pequenas acabaram fazendo preço", disse o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca.


As operações de compra de dólares se concentraram no início da tarde e na reta final do pregão. Durante o resto da sessão, a moeda norte-americana operou em queda ante o real, após a zona do euro registrar em dezembro deflação pela primeira vez desde outubro de 2009.

O dado deve levar o BCE a adotar novo programa de compras de títulos públicos, sendo que parte dos recursos injetados nos mercados tende a migrar para ativos que oferecem rendimentos elevados, como papéis brasileiros.


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"O mercado está vendo que o BCE pode adotar um programa de estímulos em breve, o que melhoraria a perspectiva de fluxo [financeiro] para o Brasil", explicou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.


Com isso, o dólar recuava em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano.

Mas investidores adotaram cautela antes da divulgação da ata da última reunião do Fed. No documento, divulgado após o fechamento dos negócios, o banco central norte-americano mostrou que se ateve em sua última reunião aos planos de começar a elevar os juros ainda neste ano apesar do debate aparentemente vigoroso sobre como comunicar suas intenções.

Agentes financeiros também continuaram atentos aos preços do petróleo, cuja persistente queda vem alimentando a aversão ao risco nos mercados globais. Nesta sessão, tanto o Brent quanto o petróleo dos EUA operavam voláteis, trocando de sinal diversas vezes.

No Brasil, o mercado buscava novas pistas sobre os planos da nova equipe econômica para o ajuste fiscal. Segundo afirmou uma fonte do governo à Reuters, o governo deve anunciar corte nas despesas, incluindo investimentos, até que o Orçamento de 2015 seja aprovado no Congresso Nacional.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de swaps cambiais, equivalentes à venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 700 contratos para 1º de setembro e 1.300 para 1º de dezembro, com volume correspondente a US$ 98 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de fevereiro, equivalentes a US$ 10,405 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 19% do lote total.

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