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Dólar tem nova queda e fecha o dia negociado a R$ 3,22

Recuo de 0,28% da moeda norte-americana foi motivado pela disparada nos preços do petróleo

Economia|Do R7

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Dólar atingiu marcou R$ 3,21 na mínima do dia e R$ 3,25, na máxima
Dólar atingiu marcou R$ 3,21 na mínima do dia e R$ 3,25, na máxima

O dólar devolveu a alta ante o real exibida mais cedo e fechou a sessão desta quarta-feira (28) com queda, depois que os preços do petróleo dispararam com a informação de um acordo sobre a produção.

No dia, a moeda norte-americana recuou 0,28%, a R$ 3,2218 na venda. Na mínima da sessão, a moeda marcou R$ 3,2198 e, na máxima, R$ 3,2557. O dólar futuro cedia cerca de 0,4% nesta tarde.


"O salto do petróleo criou ambiente para o dólar perder força e a fala do [Charles] Evans [presidente do Fed de Chicago] de que o ambiente de juros baixo nos Estados Unidos deve ser mantido por algum tempo acabou ajudando", justificou um operador de uma corretora nacional.

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Uma fonte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) disse nesta tarde que a organização chegou a um acordo para limitar a produção de petróleo, e isso deu sustentação aos preços da commodity.

O dólar perdeu força imediatamente e, no Brasil, anulou os ganhos e passou a oscilar entre pequenas altas e baixas com a notícia.


Evans disse que as taxas de juros devem seguir baixas por algum tempo no país e que o aumento não deve acontecer tão rápido.

Ele, no entanto, não vota nos encontros do comitê de mercado aberto do Fed. Pela manhã, o presidente do Fed de Minneapolis, que também não vota, Neel Kashkari, havia dito que a economia não estava sobreaquecida e chegou a influenciar pontualmente o dólar, já que o mercado entendeu naquele momento que não haveria necessidade de alta de juros neste ano.


Mas quem de fato conduziu o mercado na maior parte da sessão foi a chair do Fed, Janet Yellen, ao reforçar a percepção de que a economia dos Estados Unidos está mais forte, fazendo com que o mercado ampliasse as apostas de um aumento de juros na maior economia do mundo este ano.

Na sessão de perguntas e respostas, Yellen reforçou a percepção de melhora da economia norte-americana ao dizer que a expectativa é que a taxa de desemprego caia mais. Segundo ela, a criação de empregos nos EUA está bem acima do que é sustentável e essa contínua criação de emprego levará a um superaquecimento.

"O mercado entendeu que é provável de fato um aumento de juros neste ano, daí a pressão no dólar", comentou o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer. "Ela indicou que a maioria dos membros do Fomc vê a alta de juros como provável este ano."

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, também falou nesta quarta-feira, mas não adicionou nada que pudesse influenciar nas cotações. Segundo ele, as taxas de juros baixas do BCE são necessárias para reanimar o crescimento e os governos precisam fazer a sua parte se querem que os juros subam para níveis normais.

Do lado doméstico, a pressão compradora vista em grande parte da sessão decorreu também da formação da Ptax de final de mês, que é a taxa de câmbio usada para liquidação dos derivativos cambiais.

A sinalização do governo de que votará a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o crescimento dos gastos públicos até 11 de outubro em primeiro turno na Câmara, esteve como pano de fundo, justificando a trajetória de baixa da moeda.

O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5.000 contratos de swap cambial reverso — equivalente à compra futura de moeda.

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