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Dólar vai acima de R$ 4 por incertezas no Brasil, apesar de petróleo e China

Investidores temem que o governo se afaste do rigor fiscal que vem prometendo desde 2015

Economia|Por Bruno Federowski

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A alta das ações chinesas à máxima em três semanas era um dos motivos de alívio
A alta das ações chinesas à máxima em três semanas era um dos motivos de alívio

O dólar avançava acima de R$ 4 nesta terça-feira (16), com investidores apreensivos com as incertezas políticas e econômicas no Brasil, mas a alta dos preços do petróleo e das bolsas chinesas limitava a alta da moeda norte-americana.

Às 10h19, o dólar avançava 0,30%, a R$ 4,0081 na venda, após atingir R$ 4,0140 na máxima e R$ 3,9878 na mínima. O dólar futuro ganhava 0,25%.


"Faz sentido buscar proteção (no dólar) em um cenário de incertezas locais como o atual, apesar do fluxo de estrangeiros ser positivo", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Investidores temem que o governo se afaste do rigor fiscal que vem prometendo desde o ano passado diante da profunda recessão econômica e das turbulências políticas.


As preocupações locais se contrapunham ao contexto externo favorável nesta sessão, na qual a recuperação dos preços do petróleo alimentava a demanda por moedas como o peso mexicano.

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A alta das ações chinesas à máxima em três semanas era outro motivo de alívio, com investidores recebendo bem declarações do premiê do país, Li Keqiang, acenando para a possibilidade de novos estímulos, se a economia desacelerar mais.


"Os mercados financeiros globais continuam melhorando", escreveram analistas do banco Brown Brothers Harriman em nota a clientes, referindo-se à profunda aversão ao risco que vinha marcando o início deste ano.

Operadores ressaltavam ainda que o mercado voltava a ganhar volume nesta sessão, após o pregão de liquidez reduzida na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos, que manteve os mercados locais fechados.

Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, que equivalem a US$ 10,118 bilhões, com oferta de até 11.900 contratos.

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