Dólar volta a subir e fecha a semana cotado a R$ 3,16
Avanço de 0,69% da moeda norte-americana frente ao real seguiu o movimento do exterior
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira (21), interrompendo três sessões seguidas de queda, em sintonia com o desempenho da moeda norte-americana no exterior e devolvendo parte do forte recuo visto recentemente, em movimento de ajuste.
O dólar avançou 0,69%, a R$ 3,1606 na venda. Nesta semana, caiu 1,37%, terceira semana consecutiva de perdas, período que acumulou desvalorização de 2,8%. Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,1430 e a R$ 3,1695 na máxima. O dólar futuro subia cerca de 0,6% no final da tarde.
"Depois de alguns dias descolado do exterior, o fluxo hoje esteve mais equilibrado e fez com que a moeda [norte-americana] se ajustasse", comentou um operador de uma corretora doméstica.
No exterior, o dólar subia frente a diversas moedas, inclusive de países emergentes, como o rand sul-africano. A pressão veio após o BCE (Banco Central Europeu) informar, na quinta-feira, que não houve discussão sobre acabar ou estender seu programa de ativos.
A alta do dólar frente ao real também veio de movimentos de correção, após as recentes quedas. Neste mês, até a véspera, a desvalorização chegou a 3,47%, em parte pela expectativa de ingresso de fluxo com a regularização de recursos de brasileiros no exterior.
Na quarta-feira, a Receita informou já ter recebido cerca de R$ 18,6 bilhões em impostos e multas, com cerca de 9.200 declarações. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o total de arrecadação com o programa de regularização deve chegar a R$ 80 bilhões.
A correção da moeda norte-americana ainda foi favorecida pela proximidade do final de semana, com muitos investidores preferindo passar o período comprados.
"O cenário político mais tenso contribuiu para esse posicionamento, com a questão Cunha no radar", disse o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel. O ex-deputado Eduardo Cunha foi preso nesta semana no âmbito da Lava Jato e pode vir a fazer delação premiada.
Mesmo tendo fechado abaixo de R$ 3,15 na quinta-feira, o Banco Central manteve a oferta de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda, de 5.000 contratos, integralmente vendida nesta manhã.
Mas no mercado cresceram as avaliações de que o BC pode elevar o oferta para reduzir o estoque — hoje de cerca de US$ 30 bilhões — de swaps tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares, e também impedir uma queda ainda maior do dólar.














