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Dona do Viagra comprará fabricante do Botox em acordo de R$ 596 bilhões

Esse será o maior acordo da história do setor farmacêutico

Economia|Do R7

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Com o acordo, a fabricante do Viagra vai mudar sua base legal para a Irlanda
Com o acordo, a fabricante do Viagra vai mudar sua base legal para a Irlanda

A farmacêutica Pfizer, fabricante do Viagra e do Lipitor, fechou acordo para comprar a fabricante do Botox, Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões (R$ 596 bilhões).

O complexo acordo, o maior na história do setor farmacêutico, permitirá que a Pfizer transfira sua base legal para a Irlanda em uma chamada "inversão" que reduzirá o nível de pagamento de impostos.


O presidente-executivo da Pfizer, Ian Read, será presidente-executivo da companhia combinada, ao passo que o presidente da Allergan, Brent Sauders, será vice-presidente operacional, afirmaram as empresas nesta segunda-feira.

A Pfizer, com sede em Nova York, e a Allergan, sediada na Irlanda, disseram que os acionistas da Allergan receberão 11,3 ações da companhia combinada por cada papel detido.


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O acordo avalia as ações da Allergan em US$ 363,63 (R$ 1.355,54 em cotação desta segunda-feira, 23), ante preço de fechamento do papel de US$ 312,46 (R$ 1.164,79) na sexta-feira.

Os acionistas da Pfizer terão a opção de receber uma ação da companhia combinada para cada papel em sua posse ou receber em dinheiro, desde que o total em espécie agregado a ser pago não seja menos de US$ 6 bilhões ou mais de US$ 12 bilhões (R$ 44,7 bilhões).


O aspecto tributário do negócio é visto como crítico. O nível de tributação corporativa dos Estados Unidos, de 35%, está entre os maiores do mundo, e se compara com o patamar de 12,5% da Irlanda.

Com o fechamento do negócio, previsto para o segundo semestre de 2016, as empresas disseram que a companhia combinada deverá manter o domicílio legal da Allergan na Irlanda.

O Tesouro dos Estados Unidos, preocupado com a perda de receitas provenientes de tributos, tem tomado medidas para coibir acordos de inversão tributária, mas especialistas disseram que as investidas farão pouco para evitar que a Pfizer altere seu domicílio fiscal.

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