Dyogo: foco do governo tem que ser a reforma da Previdência
Ministro diz que governo estuda adiar reajustes dos servidores federais
Economia|Do R7

Num momento em que parte do governo fala em colocar as principais reformas em tramitação paralela, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, defendeu nesta segunda-feira (7), que se dê prioridade à reforma da Previdência.
Ao ser questionado, o ministro respondeu em debate do Lide — Grupo de Líderes Empresariais se o momento seria propicio à tramitação da reforma do sistema tributário.
— Nosso foco tem que ser a Previdência. Uma vez ultrapassada essa reforma, vamos nos debruçar sobre a questão tributária. Precisamos superar essa página da reforma da Previdência antes de avançar em outras reformas
Dyogo frisou que as mudanças nas regras das aposentadorias devem ser a "prioridade principal" no segundo semestre.
O ministro do Planejamento disse ainda que o Planalto vai buscar manter o "máximo possível" o texto da reforma previdenciária já aprovado pela comissão especial da Câmara.
— Não vamos adotar uma reforma minimalista. Vamos persistir na reforma aprovada pela comissão especial.
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Reajustes de servidores federais
Dyogo Oliveira reafirmou hoje que, diante da dificuldade em alcançar a meta fiscal, o governo está avaliando a possibilidade de adiar reajustes dos servidores federais previstos para o ano que vem.
— Há um conjunto de reajustes previstos para o próximo ano que cobre parte do governo e estamos estudando, dentro dos cenários fiscais, essa possibilidade.
O ministro reconheceu que a frustração de receitas impôs ao governo a necessidade reavaliar a meta fiscal deste ano, que limita em, no máximo, R$ 139 bilhões o rombo nas contas públicas. Ele preferiu, no entanto, não se comprometer com um prazo para definição da nova meta, assim como evitou antecipar qual déficit fiscal será perseguido até o fim do ano.
— Não há data para fechar essa questão. Não posso assegurar nem que haverá mudança.
Antes, durante sua participação no evento do Lide, Oliveira reafirmou a meta de reduzir o rombo nas contas públicas: de R$ 129 bilhões, previstos para o ano que vem, até um superávit próximo do neutro em 2020. Ele admitiu, porém, que essa perspectiva vai se "complicando" à medida que aumentam incertezas sobre "certas medidas".















