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'É pouco provável acelerar ritmo de cortes da Selic', diz diretor do BC

Diogo Abry Guillen avalia que seria necessário acumular maior confiança para cortar a taxa básica em 0,75 ponto porcentual

Economia|Do R7

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BC projeta novos cortes de 0,5 ponto na taxa Selic
BC projeta novos cortes de 0,5 ponto na taxa Selic

O diretor de política econômica do BC (Banco Central), Diogo Abry Guillen, reforçou, durante evento em São Paulo, a mensagem da autarquia de que, salvo mudança no cenário, não está nos planos aumentar o ritmo de flexibilização monetária.

Ao explicar os motivos que levaram o Copom (Comitê de Política Monetária) a cortar a Selic em 0,5 ponto porcentual na última quarta-feira (2), Guillen cita a diminuição recente das expectativas de inflação e a melhora de preços do setor de serviços. Para ele, o conjunto ameniza os riscos e traz a confiança necessária para o BC abrir o ciclo de cortes dos juros.


Guillen, no entanto, pondera que o BC precisa acumular maior confiança para intensificar o ritmo para 0,75 ponto porcentual, ao invés da repetição dos cortes de 0,5 ponto, indicada para as próximas reuniões do Copom.

Entre as condições para acelerar o passo, elencou, estão a maior abertura do hiato do produto e a reancoragem das expectativas de inflação. "É baixa a probabilidade de intensificação do ritmo de ajuste", afirma Guillen. "Para intensficar o corte de Selic, precisamos reunir um conjunto maior de informações", acrescenta ele.


O diretor observa que o ritmo de 0,5 ponto porcentual indicado para as próximas decisões do Copom demonstra o compromisso do BC com a convergência da inflação em direção à meta de inflação dos próximos anos: 3%. "Temos que trabalhar isso, diz respeito à credibilidade do Banco Central", afirmou.

Embora considere que a manutenção da meta em 3% pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) tenha sido importante para derrubar as expectativas de mercado, o diretor pontuou ainda que o BC tem sido enfático quanto à necessidade de a política monetária se manter contracionista ao longo do ciclo. Nesse ponto, ele observou que o núcleo de bens mostra comportamento benigno, porém os preços dos serviços seguem pressionados.

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