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Economia brasileira cresce 1,8% em novembro, aponta prévia da FGV

Monitor do PIB sinaliza a interrupção da trajetória de queda e estagnação da atividade econômica observada desde abril

Economia|Do R7

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Monitor do PIB encolheu 0,3% entre setembro e novembro
Monitor do PIB encolheu 0,3% entre setembro e novembro

A atividade econômica brasileira cresceu 1,8% em novembro de 2021 na comparação com o mês de outubro, de acordo com dados do Monitor do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta quarta-feira (19) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com a variação, o indicador que funciona como uma prévia da soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil apresenta uma retração de 0,3% entre setembro e novembro. Na comparação anual, a economia cresceu 2,2% no mês de novembro e 1,3% no trimestre.


Para Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB, os dados mostram que a economia brasileira reverteu a trajetória de queda e estagnação observada desde abril. Ele atribui a melhora ao resultado positivo do setor de serviços diante do avanço da vacinação contra a Covid-19.

"Todos os componentes de demanda, pela série mensal ajustada, se mostraram positivos, com destaque para a Formação Bruta de Capital Fixo [FBCF, medida dos investimentos no PIB], com seus três elementos crescendo fortemente, principalmente a construção. O consumo das famílias, componente com maior participação na demanda, também cresceu, destacando-se os serviços, graças à ampliação da vacinação", avalia ele.


Pelo lado da oferta, todos os componentes de serviços foram positivos em comparação ao mês anterior. Esse comportamento se mantém na análise mensal interanual, excetuando-se o comércio. A indústria, por sua vez, apresentou resultado positivo puxado pela forte reação da indústria de transformação, enquanto a agropecuária apresentou forte queda.

A taxa acumulada em doze meses, que havia sido negativa desde abril de 2020 até abril deste ano, continua aumentando a índices crescentes e, em novembro, foi positiva em 4,4%, indicando para este ano uma taxa de crescimento do PIB em torno dessa.

Já o investimento teve forte crescimento no interanual em novembro, e continua com taxas altas no acumulado de 12 meses, puxada por máquinas e equipamentos, influenciada pela internalização das plataformas de petróleo com o término do estímulo tributário e de máquinas agrícolas e caminhões associados ao ciclo de commodities.

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