Economia brasileira cresce 3,8% em 2024, indica ‘prévia do PIB’
Em dezembro, índice registrou queda de 0,7% em comparação com o mês anterior; indicador é responsável por antecipar resultado do PIB
Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília
A economia brasileira cresceu 3,8% em 2024 na comparação com o ano anterior, mostram dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. O indicador é conhecido por antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e produtos finais produzidos no país.
Apesar da alta no acumulado dos últimos 12 meses, o índice teve queda de 0,7% em dezembro em comparação com novembro. Já na comparação com o mesmo mês de 2023, houve alta de 2,4%.
Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), órgão responsável pelo indicador oficial sobre o crescimento econômico.
O resultado de dezembro levou o IBC-Br aos 152,3 pontos na série dessazonalizada (livre de influências).
No consolidado do trimestre encerrado em dezembro, o indicador ficou estagnado. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento foi de 4,4%.
IBC-Br e taxa de juros
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 12,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia — indústria, comércio e serviços e agropecuária —, além do volume de impostos.
A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.