Eletrobras tem prejuízo líquido de quase R$ 4 bilhões
No acumulado de 2017, estatal somou perdas de R$ 1,726 bilhão, contra um lucro líquido de R$ 3,513 bilhões em 2016
Economia|Do R7

A estatal brasileira de energia Eletrobras divulgou prejuízo líquido de R$ 3,998 bilhões no quarto trimestre de 2017, ante prejuízo líquido de R$ 6,258 bilhões em igual período de 2016, quando o balanço foi prejudicado por pesadas provisões e baixas contábeis.
A companhia, líder no mercado local de geração e transmissão de eletricidade, reportou uma geração de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) negativo de R$ 3,540 bilhões de outubro a dezembro, ante Ebitda negativo de R$ 6,258 bilhões no mesmo período de 2016.
O resultado do segmento de distribuição ficou negativo em R$ 1,630 bilhão no quarto trimestre, sendo que a controlada Amazonas Distribuição teve prejuízo de R$ 676 milhões.
No acumulado de 2017, a Eletrobras somou perdas de R$ 1,726 bilhão, contra um lucro líquido de R$ 3,513 bilhões em 2016, ano em que a companhia voltou a registrar resultado positivo após acumular mais de R$ 30 bilhões em perdas desde 2012, após um pacote de medidas do governo federal para reduzir tarifas provocar pesados impactos sobre as contas da estatal.
A receita operacional líquida da elétrica somou R$ 11,029 bilhões entre outubro e dezembro, baixa de 9% ante o mesmo período do ano anterior. No ano, as receitas foram de R$ 37,876 bilhões, queda 37% frente a 2016.
A Eletrobras, que controla subsidiárias de geração e transmissão de energia, como Furnas e Chesf, e empresas de distribuição no Norte e Nordeste, disse que o resultado trimestral foi impacto por provisões operacionais totais de R$ 6,238 bilhões.
O montante considera provisões de contingência de R$ 3,621 bilhões, provisões de impairment de R$ 1,201 bilhão e provisões para contratos onerosos de R$ 477 milhões.
A companhia promoveu em 2016 baixas contábeis de R$ 4,2 bilhões somente devido à paralisação das obras da usina nuclear de Angra 3, além de outras provisões para perdas em investimentos e perdas por descobertas de custos com corrupção apuradas após investigações internas deflagradas pela Operação Lava Jato.
Em 2017, as provisões operacionais somaram R$ 5,747 bilhões.















