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Emprego na indústria cai em 2013, mas folha de pagamento tem alta

Na comparação com o ano anterior, o emprego industrial teve 27º resultado negativo seguido

Economia|Do R7

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Na comparação trimestre contra trimestre, resultado foi 4º negativo
Na comparação trimestre contra trimestre, resultado foi 4º negativo

O emprego na indústria continua em queda, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor da folha de pagamento real, no entanto, aumentou no ano passado.

Na comparação com iguais períodos do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 1,7% tanto no índice mensal de dezembro de 2013, 27º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde setembro de 2012 (-1,9%), como no quarto trimestre de 2013.


No acumulado em 12 meses de 2013, o pessoal ocupado na indústria recuou -1,1%, queda ligeiramente menor do que a verificada no fechamento de 2012 (-1,4%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1,1% em dezembro de 2013, repetiu o resultado de novembro e apontou perda ligeiramente mais elevada que as observadas nos meses de agosto, setembro e outubro (todas com -1,0%).

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Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria recuou 0,5% no período outubro-dezembro de 2013. Foi a quarta taxa negativa consecutiva nesta comparação, mas com ritmo de queda menos intenso que o observado no terceiro trimestre do ano (-1,0%).

Regiões


O contingente de trabalhadores teve redução em 12 dos 14 locais pesquisados. Os principais impactos negativos sobre a média global foram observados em São Paulo (-2,4%) e na região Nordeste (-3,1%), pressionados em grande parte pelas reduções no total do pessoal ocupado nas indústrias de produtos de metal (-14,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,4%) e outros produtos da indústria de transformação (-9,7%).

Vale citar também os resultados negativos assinalados por Rio Grande do Sul (-1,9%), Paraná (-2,0%), Minas Gerais (-1,5%), Bahia (-4,0%) e Pernambuco (-4,1%). Por outro lado, região Norte e Centro-Oeste (1,6%) e Santa Catarina (0,4%) deram contribuições positivas sobre o emprego industrial em dezembro.


Folha de pagamento

Apesar das quedas no emprego industrial, o valor gasto com a folha de pagamento dos trabalhadores teve uma expansão de 1,2% no acumulado de 2013 frente à igual período do ano anterior. No mês de dezembro do ano passado, porém, o pagamento real da indústria recuou 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar crescimento de 2,7% em novembro último.

Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o valor da folha de pagamento real da indústria apontou expansão de 1,0% no período outubro-dezembro de 2013 e reverteu a queda de 1,0% registrada no terceiro trimestre do ano.

O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,3%), pressionado em grande parte pelas taxas negativas em 12 dos 18 setores investigados, com destaque para a redução no valor da folha de pagamento real nos minerais não-metálicos (-14,4%), produtos têxteis (-13,9%) e outros produtos da indústria de transformação (-12,3%).

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Número de horas pagas

Em dezembro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, não variou (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, após avançar 0,3% outubro e recuar 0,4% em novembro.

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral também ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em dezembro frente ao patamar do mês anterior, interrompendo a sequência de cinco resultados negativos nesse tipo de indicador, período em que acumulou perda de 2,2%.

Ainda na série com ajuste, na comparação trimestre contra o trimestre anterior, o número de horas pagas na indústria recuou 0,6% no quarto trimestre de 2013 e reduziu o ritmo de queda frente ao período julho-setembro (-1,6%).

Em relação a iguais períodos do ano anterior, o número de horas pagas recuou 2,1% tanto no índice mensal de dezembro de 2013 (sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação) como no quarto trimestre do ano.

No acumulado de 2013, o número de horas pagas apontou redução de 1,3%, queda menos intensa do que a observada no fechamento de 2012 (-1,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1,3% em dezembro de 2013, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro último (-1,0%) e assinalou o recuo mais intenso desde junho de 2013 (-1,4%).

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