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Emprego na indústria tem 42ª queda seguida na comparação anual

Já em relação ao mês anterior, março foi o terceiro resultado negativo consecutivo

Economia|Do R7

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Com esses resultados, o emprego na indústria manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013
Com esses resultados, o emprego na indústria manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013

O emprego industrial do Brasil continua sua trajetória negativa, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (19). Na comparação de março deste ano com o mesmo mês do ano passado, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 5,1%.

Este é o 42º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%). Em relação a fevereiro, o emprego nesse setor mostrou queda de 0,6%, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando, nesse período, perda de 1,2%.


Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,4% no trimestre encerrado em março de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013.

Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria apontou retração de 0,7% no período janeiro-março de 2015, nona taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando nesse período redução de 6,7%.


A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 3,9% em março de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Setores


No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 5,1% em março de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos 18 ramos pesquisados.

As principais as pressões negativas vieram de meios de transporte (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,1%), produtos de metal (-10,2%), máquinas e equipamentos (-6,1%), alimentos e bebidas (-2,0%), outros produtos da indústria de transformação (-8,1%), calçados e couro (-7,4%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-6,0%), papel e gráfica (-3,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,1%), produtos têxteis (-3,2%), indústrias extrativas (-4,4%) e minerais não-metálicos (-2,2%).


No índice acumulado do primeiro trimestre do ano, houve queda de 4,6%, com taxas negativas nos 18 setores investigados.

As contribuições negativas mais relevantes vieram de meios de transporte (-8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,9%), produtos de metal (-9,3%), outros produtos da indústria de transformação (-8,2%), máquinas e equipamentos (-5,1%), alimentos e bebidas (-1,5%), calçados e couro (-7,1%), vestuário (-4,3%), metalurgia básica (-6,3%), papel e gráfica (-3,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,6%), produtos têxteis (-2,6%) e indústrias extrativas (-4,0%).

Na análise por trimestres, o emprego industrial, ao recuar 4,6% no primeiro trimestre de 2015, apontou o 14º trimestre consecutivo de resultados negativos, aumentando a intensidade no ritmo de queda frente aos índices do primeiro (-2,0%), segundo (-2,8%), terceiro (-3,7%) e quarto (-4,4%) trimestres de 2014, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A perda de dinamismo entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2015 foi observada em 12 dos 18 setores pesquisados, com destaque para máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -8,4% para -11,9%), meios de transporte (de -7,8% para -8,8%), produtos de metal (de -8,4% para -9,3%), outros produtos da indústria de transformação (de -6,7% para -8,2%), minerais não-metálicos (de -0,2% para -1,3%), madeira (de -1,7% para -4,1%) e produtos químicos (de 0,7% para -0,2%). Por outro lado, o setor de alimentos e bebidas, que passou de -2,7% no período outubro-dezembro de 2014 para -1,5% no trimestre seguinte, apontou o principal ganho entre esses dois períodos.

Número de horas pagas varia -0,3% em março

Em março de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou variação negativa de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, após ficar estável em fevereiro (0,0%) e registrar ligeiro acréscimo de 0,1% em janeiro último, quando interrompeu oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 5,1%.

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou ligeira variação negativa (-0,1%) no trimestre encerrado em março de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve o comportamento predominantemente negativo presente desde maio de 2013.

Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria apontou retração de 0,4% no período janeiro-março de 2015, sétima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando, nesse período, redução de 7,7%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas teve redução de 5,1% em março de 2015, 22ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Houve um perfil disseminado de queda, já que 16 dos 18 ramos pesquisados apontaram redução.

As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-9,8%), produtos de metal (-10,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,4%), alimentos e bebidas (-2,1%), máquinas e equipamentos (-6,0%), calçados e couro (-9,5%), outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), vestuário (-4,6%), metalurgia básica (-7,6%), minerais não-metálicos (-3,6%), papel e gráfica (-4,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%).

Por outro lado, o setor de produtos têxteis, com ligeira variação de 0,1%, assinalou o único resultado positivo nesse mês.

No índice acumulado no primeiro trimestre de 2015, o número de horas pagas na indústria recuou 5,2%, praticamente repetindo a magnitude de queda observada no último trimestre de 2014 (-5,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Nesta comparação, 17 dos 18 setores pesquisados apontaram redução.

Os impactos negativos mais relevantes vieram de meios de transporte (-9,1%), produtos de metal (-10,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,0%), alimentos e bebidas (-2,2%), máquinas e equipamentos (-6,3%), outros produtos da indústria de transformação (-9,5%), calçados e couro (-8,9%), metalurgia básica (-8,3%), vestuário (-4,3%), papel e gráfica (-4,5%), minerais não-metálicos (-3,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (-8,0%). Em sentido contrário, o setor de produtos químicos (0,0%) foi o único que não assinalou resultado negativo no índice acumulado no ano.

Em bases trimestrais, o número de horas pagas recuou 5,2% no período janeiro-março de 2015, 15ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas com intensidade de queda próxima da verificada no quarto trimestre de 2014 (-5,3%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Entre esses dois períodos, seis das 18 atividades mostraram ganho de ritmo, com destaque para alimentos e bebidas, que passou de -3,7% no último trimestre de 2014 para -2,2% nos três primeiros meses de 2015, máquinas e equipamentos (de -8,5% para -6,3%), borracha e plástico (de -3,6% para -2,0%), calçados e couro (-10,5% para -8,9%) e produtos têxteis (de -3,0% para -1,8%).

As maiores perdas entre esses dois períodos vieram dos setores de minerais não-metálicos (de -1,0% para -3,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -7,7% para -10,0%), outros produtos da indústria de transformação (de -7,3% para -9,5%), meios de transporte (de -7,8% para -9,1%) e papel e gráfica (de -3,8% para -4,5%).

A taxa anualizada, ao passar de -4,4% em fevereiro para -4,6% em março, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Valor da folha de pagamento real varia 0,1% em março

Em março de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente mostrou ligeira variação de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, após mostrar quedas em janeiro (-0,7%) e fevereiro (-0,6%).

Nesse mês, verifica-se a influência positiva do setor extrativo (11,8%), após recuar 17,9% no mês anterior, uma vez que a indústria de transformação (-0,4%) permaneceu apontando recuo pelo terceiro mês seguido.

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou variou -0,4% no trimestre encerrado em março de 2015 frente ao patamar do mês anterior, após variação de 0,3% em fevereiro último.

Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o valor da folha de pagamento real teve retração de 0,5% no período janeiro-março de 2015, quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, acumulando nesse período redução de 5,2%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 4,3% em março de 2015, 10ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto.

Houve resultados negativos em 17 dos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-8,4%), produtos de metal (-9,1%), metalurgia básica (-9,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,6%), máquinas e equipamentos (-2,9%), calçados e couro (-8,8%), borracha e plástico (-4,0%), outros produtos da indústria de transformação (-6,2%), papel e gráfica (-2,7%), fumo (-24,8%), indústrias extrativas (-1,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-4,5%) e produtos têxteis (-3,4%).

Por outro lado, o setor de madeira, com variação de 0,3%, assinalou a única taxa positiva nesse mês.

No acumulado no primeiro trimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real recuou 4,9% e acentuou o ritmo de queda verificado no último trimestre de 2014 (-3,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

As taxas foram negativas nas 18 atividades pesquisadas, pressionadas, principalmente, pelas quedas em meios de transporte (-8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,1%), produtos de metal (-10,5%), máquinas e equipamentos (-3,7%), metalurgia básica (-7,2%), indústrias extrativas (-4,9%), outros produtos da indústria de transformação (-7,3%), calçados e couro (-8,7%), borracha e plástico (-3,9%), alimentos e bebidas (-1,2%) e papel e gráfica (-2,4%).

Na análise por trimestres, o valor da folha de pagamento real na indústria, ao recuar 4,9% no primeiro trimestre de 2015, apontou o terceiro trimestre consecutivo de resultados negativos e com clara perda de ritmo frente aos índices do primeiro (2,1%), segundo (0,5%), terceiro (-2,9%) e quarto (-3,9%) trimestres de 2014, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

A perda de dinamismo entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2015 foi observada em 12 dos 18 setores pesquisados, com destaque para meios de transporte (de -4,6% para -8,8%), indústrias extrativas (de -2,4% para -4,9%), metalurgia básica (de -3,3% para -7,2%), minerais não-metálicos (de 0,9% para -2,3%), papel e gráfica (de -0,6% para -2,4%), outros produtos da indústria de transformação (de -4,3% para -7,3%), produtos químicos (de 0,8% para -0,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -9,6% para -11,1%).

Por outro lado, o setor de alimentos e bebidas, que passou de -3,4% no período outubro-dezembro de 2014 para -1,2% no trimestre seguinte, apontou o principal ganho entre esses dois períodos.

A taxa anualizada, ao mostrar redução de 2,8% em março de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2004 (-3,0%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

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